PARA O MEU BEM, de PEDRO MEXIA

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Para o meu bem, de Pedro Mexia

 

 

(1972 - )
(1972 – )

Os pais tudo fizeram
para o meu bem.
Amparando quedas
da metafórica bicicleta.
Exorcizando sustos
que eu próprio espantava.
Dizendo, sem dizer,
a razão que tinha Agostinho.
Mostrando, sem mostrar,
a ética diferença.
Os pais tudo fizeram
para o meu bem.
A quem posso eu sair?

 

 

em Vida Oculta, Lisboa: Relógio D’Água, 2004.

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