A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Mudança, a urgência de mudar, dominou o discurso eleitoral no Brasil. Afinal, a única coisa que, no imediato, as eleições poderiam ter mudado – a pessoa do presidente – permaneceu igual – Dilma Rousseff foi reeleita para um novo mandato de quatro anos. A um descontentamento que parecia geral sobrepôs-se entre os mais pobres (que constituem a maioria da massa eleitoral) o temor por mudanças que poderiam pôr em risco benefícios sociais que durante os doze anos de governação petista foram sendo concedidos. O facto de Dilma ter terminado o seu mandato com índices económicos muito baixos, nada significa para a maioria dos eleitores. Gráficos, índices, indicadores, são coisas que passam ao lado dos que vivem numa economia precária.