Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

O senhor Comissário TIMMERMANS a bordo do voo do MH17
Dedefensa.org, 10 de Outubro de 2014
Texto disponível em vários sites entre os quais o Dedefense.org., sottnet e outros.
Igualmente publicado em sottnet com o título “Quando o Comissário europeu Frans Timmermans fala exactamente um pouco de mais demais sobre o voo MH17”. Este texto foi igualmente retomado por Comité Valmy.
Quando o Comissário europeu Frans Timmermans fala exactamente um pouco demais sobre o voo MH17
O Comissário europeu Frans Timmermans é um político holandês muito convencido, ou seja um democrata intransigente, um moralista rigoroso, um espírito seguro de si-mesmo, que não se priva da suficiência própria à nossa contra-civilização ocidental nem de uma bela alma para assegurar as suas virtudes. Os Holandeses explicam a esse respeito, a sua própria versão, assegurada como o é a sua certeza de excelência e em geral isenta de qualquer dúvida, da hybris ocidentalista que vai desde os artigos do Financial Times às directivas europeias, passando pela certeza de que os Russos, entre Dostoïevski, Tchaïkovski e Poutine, são uma sobrevivência ultrapassada e obsoleta da crueldade de outrora e que não merecem mais do que o nosso desprezo e ódios cozidos e recozidos. (Como no-lo mostra Jean-François Mattei, a modernidade estendida à postmodernidade teve o cuidado de instituir a sua própria crueldade, dita Crueldade interna de acordo com o título da obra que trata do caso, o que permite meditar sobre o horror da decapitação em DVD de Daesh por comparação ao assassinato chic “orientado” por drones, determinado a partir da sala oval da Casa-Branca, para serem executados a 10.000 quilómetros de Washington)
… Mas esta introdução é, ela também, emocional, o que nos leva ao assunto que passaremos a desenvolver. Timmermans tinha feito, na O.N.U, quatro dias após a destruição do MH17 na Ucrânia a 17 de Julho, um discurso de elevado comportamento moral e de grande emoção para saudar a memória dos 298 passageiros de MH17, sendo um grande número de nacionalidade holandesa, sugerindo, como sendo perfeitamente natural, que o avião tinha sido abatido por um míssil de fabricação absolutamente russa, disparado certamente pelos separatistas (ditos, “os terroristas”) e talvez certamente – sem nenhuma duvida pelos próprios bárbaros (os Russos).
Mas, na quarta-feira, o Sr. Comissário europeu, irritado por perguntas insistentes de um jornalista animador de um espectáculo onde era convidado, cometeu uma gaffe. Pressionado com perguntas sobre certos aspectos “emocionais” do seu discurso de Julho e nomeadamente sobre o ponto onde tinha descrito hipoteticamente as futuras vítimas como aterrorizadas e desesperadas que se diziam adeus enquanto que o avião se dirigia para o seu trágico destino, o Sr. o Comissário europeu ficou irritado e respondeu, provocado por este humor ligeiramente lesto, revelando um detalhe que não figura evidentemente no relatório imparcial e anti-russo redigido pelos Holandeses a propósito do MH17.
O apresentador perguntou-lhe como tinha sido ele capaz de evocar esta cena comovente das vítimas nos seus últimos momentos de vida e sabendo o destino que os aguardava, enquanto que o MH17 foi destruído, como se sabe, pois que é dito oficialmente assim, quase que instantaneamente no momento de impacto; muito irritado, e compreensivelmente, o Sr. Comissário respondeu, calando o outro, perguntando como é que ele explicava que se tivesse encontrado evidências de que um ou outro passageiro usava uma destas máscaras de oxigénio que a tripulação pede aos passageiros para usar em caso de emergência, o que significava realmente tempo entre o conhecimento do drama iminente e a concretização do drama que se deu. O argumento é convincente, mas revela o que é chamado um pote – de-rosas ou de tulipas, neste caso. Se o avião foi destruído por um míssil (de acordo com o relatório: “,”high-energy objects from outside the aircraft” struck the airplane as it flew at an altitude of 33,000 feet, suggesting it had been struck by a missile »” ninguém poderia saber que o avião que voava a uma altitude de 33.000 pés, sugerindo que tinha sido atingido por um míssil”), ninguém pode saber que o avião ia ser destruído antes de ele o ser quase que instantaneamente, o que exclui que os passageiros tenham podido trocar suas últimas e terríveis impressões depois de terem , para alguns, realizado o gesto medido e complexo de colocar uma máscara de oxigénio… Então, ser-se-ia talvez sobretudo levado a examinar a versão, também substantivada por várias observações com que o relatório oficial não se incomodou absolutamente nada, que o MH17 poderia muito bem ter sido atacado e em que este foi abatido por um ou dois aviões de combate que só poderiam ser ucranianos,- e aí, de facto, a tripulação e os passageiros tiveram tempo para perceber o que os aguardava…
O sistema unânime construído sobre a teoria – bloco BAO fissura-se oficial e diabolicamente, e uma maneira muito embaraçosa e o Sr. comissário solicitou que lhe perdoássemos por esta sua precisão intempestiva, que nós esquecêssemos rapidamente o que tinha dito. O que não foi o caso. O site ZeroHedge.com expõe longamente o caso a 9 de Outubro de 2014, citando especialmente o Los Angeles Times do mesmo dia 9 de Outubro de 2014:
“«When exactly a month ago the supposedly objective, impartial Netherlands released its official, 34-page preliminary report of the MH-17 crash over Ukraine, presumably based on black box data, air traffic control records, and other “authentic, verified” information, there were precisely zero mentions of “oxygen”, “mask” or “oxygen mask.”
»Which is odd, because in what should become the biggest Freudian slip scandal in false-flag history, certainly since the Gulf of Tonkin, yesterday Dutch Foreign Minister Frans Timmermans accidentally revealed for the very first time ever, that one of the Australian passengers aboard the doomed airplane “appears to have donned an oxygen mask before the fatal crash, suggesting some on board might have been aware of their impending deaths, a Dutch official disclosed.” Clearly a crucial aspect of the crash, as it points at the severity of the alleged explosion, yet one which was not noted until yesterday and which completely skipped the purvey of the official crash report for reasons unknown.
»Needless to say, this makes a complete mockery of the story that the plane had exploded upon impact with the “Russian” missile, and is why there was supposedly no trace of any impact on the flight’s black box recorder. Whether or not it also means that the alternative theory that a Ukraine jet had purposefully downed the Malaysian aircraft to serve as a pretext to implicate Russia, is unclear. But it also means that yet another conspiracy theory becomes fact: namely that whoever were the western powers who doctored and manipulated the “official” crash report of MH-17 to implicate Putin, not only lied but fabricated evidence.
»Immediately upon realization just how serious the implications of this slip are, the damage control started, but it was too late. From the LA Times:
»“Dutch Foreign Minister Frans Timmermans apologized on Thursday for making the revelation on a television talk show the previous night, before the families of the 298 victims of the disaster had been notified of the disturbing discovery. Timmermans gave an emotional speech at the United Nations four days after the crash in which he imagined the terrified passengers exchanging glances ‘one final time, in an unarticulated goodbye.’
»“When talk show host Jeroen Pauw interviewed Timmermans on Wednesday night, he provoked the minister with accusations that he had dramatized the victims’ last moments as a preliminary investigation report suggests that the Boeing 777’s destruction was so swift that those on board were unlikely to have known anything was amiss. ‘They did not see the rocket coming, but you know someone was found with an oxygen mask on his mouth?’ Timmermans replied, according to the NL Times translation of his comments. ‘He thus had the time to do that. We cannot rule it out.’»
– Pode-se considerar mais provável que esta “revelação” não perturbasse em muito os grandes títulos sensacionalistas dos títulos de referência da nossa imprensa-sistema, porque o silêncio tem sido até aqui a táctica favorita do sistema, em face das provas de sua vilania, das fraudes e dos enganos que se lhes assinalam com insistência. Isto não anula a enorme asneira ou lapsus linguae extremamente elaborado do Comissário Timmermans que transbordou nesta mesma imprensa-sistema (Los Angeles Times). As desculpas do Comissário Timmermans são estranhas, se são tomadas à letra pelo que elas nos dizem (” desculpem-me por dizer a verdade”) e correspondem a este incrível universo da originalidade da fantasia-narrativa desenvolvida por bloco BAO no caso ucraniano. O destino do voo MH17 foi o que foi, a evidência esmagadora do caso agora sendo substantivada pelas aleatoriedades das fraquezas humanas (as dos responsáveis armados que terão abatido o avião).
De facto, é de “fragilidade humana” que se deve falar na base do que foi o discurso de Julho do holandês Timmermans. Os fabricantes de narrativas-fantasistas têm sempre dificuldade em não acrescentar no domínio da emoção, ou dos afectos, o que é a sua principal ferramenta intelectual (?) para justificar o que eles serve de “política”. Nós não estamos certos da sua duplicidade. Talvez acreditasse Timmermans, no seu percurso-verdade em torno do voo MH17 verdadeiramente naquilo que estava a dizer, sem ficar embaraçado das evidências de causa a efeito que as suas psicologias empobrecidas e esgotadas (a dele próprio e dos seus comparsas) assumem o cuidado de compartimentar para poderem assim continuar na sua longa marcha e sem terem que suportar muito do peso da culpa do falsificador que desfere as suas mentiras conscientemente. A compartimentalização desses espíritos permite sinceramente ignorar o que alguém liberto destes constrangimentos assume como ponto de honra em não ignorar.
– Uma segunda observação que nós vem à cabeça prossegue matizando as nossas considerações iniciais… porque, depois de tudo, é efectivamente o apresentador do talk-show Jeroen Pauw que tirou o coelho do chapéu encostando à parede Timmermans sobre o ponto preciso que acima se desenvolveu. Isto faz de Jeroen Pauw um destes jornalistas e homens de comunicação que se começam a revelar aqui e ali (vejam-se os alemães de ZDF e de ARD) como subversivos, se não mesmo de anti-Sistema , pondo em causa publicamente, nalguns grandes órgãos da imprensa-Sistema, cada vez mais cheios de gente sem qualidade cujas narrativas-fantasistas, que nos são servidas regularmente como uma sopa feita de há muito tempo e ligeiramente insonsa, que até já cheira a ranço e que tresanda a uma vigarice grosseira, são cada vez mais postas em cheque pelas incoerências cada vez mais visíveis.
Bem, o sistema não morrerá, pelo menos enquanto as suas narrativas e narrativas-fantasistas não voarem em estilhaços através de uma sensacional denúncia da sua impostura.. Mas o caso faz parte de uma dinâmica subterrânea de desconstrução e dissolução transformando sub-repticiamente a super-potência do sistema em auto-destruição. À força de desaires assim aplicados à montagem geral da comunicação que o caracteriza, o Sistema não pode deixar de sentir o peso crescente dos golpes que contra ele são desferidos. Uma vez ou outra, numa ou noutra ocasião, este fardo eventualmente acabará por constituir uma acumulação cujo peso irá causar uma viragem.
O caso Timmermans-MH17 tem o seu lugar nesta equipagem e até mesmo se “o sistema não morre”, talvez venha a morrer um pouco mais. Aliás, o nosso cepticismo sobre estes efeitos, que assenta na prudência que implica a experiência, poderá ele ser mesmo desmentido por outros desenvolvimentos inesperados. Não acreditemos muito nisso, sabendo ao mesmo tempo que não é essa a nossa crença, ou falta de crença neste caso, que sugere mais precisamente o destino do sistema. Uma qualquer surpresa não é de excluir, uma vez que tomamos como certo que teremos muitas surpresas ao seguirmos a trajectória do Sistema, cuja suposta invencibilidade é desmentida no fundo de si mesmo pela sua irresistível tendência à autodestruição.
________
Texto publicado em dedefensa.org com o título Dedefensa.org com o títlo Mr. Le Commissaire Timmermans, à bord du vol MH17
http://www.dedefensa.org/article-mr_le_commissaire_timmermans_bord_du_vol_mh17_10_10_2014.html
ou ainda:
http://www.dedefensa.org/section-bloc-notes.html
Igualmente disponível em sottnet cujo endereço é:

