Repete depois dia 21 de Novembro , no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, e de 11 a 19 de Dezembro, no Teatro Municipal São Luiz em Lisboa.
Na página http://www.escolademulheres.com/#, Fernanda Lapa, Directora Artística da Escola de Mulheres, diz-nos:
“Continuando o nosso objectivo de divulgar textos teatrais de autoria feminina, nacionais ou estrangeiros, escolhemos Marleni de Thea Dorn, escritora alemã que, com esta comédia negra, resolve meter os dedos nas feridas morais da história recente da Alemanha. Duas mulheres velhas confrontam-se e confrontam os fantasmas do seu passado, perspectivando loucos sonhos de futuro. Uma, a Diva do cinema Holywoodesco Marlene Dietrich, que escolheu o refúgio do “sonho americano” fugindo assim ao Nazismo, enquanto a outra, Leni Riefensthal, se tornou a grande propagandista de Hitler, realizando, entre outros, dois filmes tecnicamente notáveis, enquanto repelentes – O Triunfo da Vontade, de 1934 sobre o 6º Congresso do Partido Nazi em Nuremberg e Olympia, sobre os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Interessaram-nos os vários temas da peça: a (i)legitimidade da Arte pela Arte, a presença do fascismo mascarado na Europa dos nossos tempos e a possibilidade de oferecer duas personagens complexas a duas actizes séniors. Guardei para mim o desafio de interpretar uma figura que me é odiosa, a Leni. Escolhemos, para a Diva de Holywood, uma Diva do Cinema Português, a Isabel Ruth, e quem não se lembra desse maravilhoso “Verdes Anos”?
Para Encenar, confiámos na mestria e no companheirismo do João Grosso, o nosso actor fetiche que, desde a primeira produção da Escola de Mulheres, nos tem acompanhado com o seu talento e amizade.
A Escola de Mulheres agradece a todos os que com o seu empenho e talento tornaram possível este espectáculo, e ao Público amigo, que espero se divirta e questione – pois é essa a função do Teatro.”
Sinopse:
Local – Paris, 1992. Leni Riefenstahl (1902-2003) invade o quarto de Marlene Dietrich (1901-1992). Um encontro ficcionado de duas divas do Cinema em decadência. No seu apartamento de Paris, no leito de morte, Marlene Dietrich recebe a visita inesperada da realizadora Leni Riefenstahl, que lhe propõe o papel principal no filme que pretende dirigir: Pentisileia. O texto da dramaturga alemã Thea Dorn propõe reflexões universais e actuais sobre a dignidade humana, a solidão e o sentido da vida. São duas mulheres fortes que se posicionaram opostamente durante um dos períodos mais conturbados do século XX – o Nazismo. Tiveram a glória e foram votadas ao esquecimento.
Com ISABEL RUTH E FERNANDA LAPA
Autoria Thea Dorn | tradução e versão cénica João Grosso e Patrick Durrer | encenação João Grosso | cenografia Rui Alexandre | figurinos Dino Alves | desenho de luzJosé Nuno Lima | desenho de som Pedro Costa e Sérgio Henriques | assistência de encenação Marta Lapa | direção de montagem Marinel Matos | design gráfico Teatro Municipal São Luiz | produção executiva Ruy Malheiro | assistência de produção André Moreira

