EDITORIAL – O TRABALHO  E O INFERNO

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Em A Viagem dos Argonautas temos estado a apresentar uma reportagem de uma revista italiana, a Internazionale, intitulada I prigionieri delle fabbriche, que nos mostra as condições de trabalho em que são colocados trabalhadores considerados pela entidade patronal como não se adaptando às condições que encontram no posto de trabalho. Entre eles encontram-se elementos ligados aos sindicatos e trabalhadores com opções políticas, considerados como agitadores e com ideias sobre a organização do trabalho. São colocados em locais “especiais”, obviamente para serem levados a abandonar o posto de trabalho. A reportagem refere também a espionagem organizada sobre as pessoas dos trabalhadores, para obter dados sobre as suas vidas pessoais.

É necessário referir que as gravíssimas questões abordadas pelos autores da reportagem são apenas uma parte do panorama que os trabalhadores italianos e de outros países têm de enfrentar, devido à ofensiva generalizada com o objectivo principal de baixar o custo do trabalho, conduzida por governos, patronato e seus apoiantes. Um exemplo do que nós, em Portugal, sofremos neste capítulo são os contratos de emprego-inserção, que são impostos a desempregados que auferem o subsídio de desemprego, ou o subsídio social, e a “beneficiários” do subsídio social de inserção. O trabalho desenvolvido ao abrigo destes “contratos” tem sido prestado em serviços públicos e entidades privadas. Tem em moldes que levaram a CGTP a apresentar um queixa ao Provedor de Justiça e o Bloco de Esquerda a requerer no Parlamento a anulação da legislação desta modalidade de trabalho voluntário à força. Propomos a leitura da exposição enviada pela Provedoria de Justiça ao Ministério chamado de Solidariedade, Emprego e Segurança Social:

http://www.provedor-jus.pt/site/public/archive/doc/MESS.pdf

 

 

 

 

 

 

 

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