NESTE DIA… Em 5 de Dezembro, de anos diferentes, nasceram Fritz Lang, Walt Disney e Otto Preminger

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Neste dia 5 de Dezembro, de anos diferentes, mas próximos, nasceram três homens sem os quais o cinema seria mais pobre e diferente. Em 1890, em Viena, nasceu Fritz Lang; em 1901, em Chicago, foi a vez de Walt Disney chegar; em 1905, também na capital austríaca, como Lang, nasceu Otto Preminger. Seria diferente a “sétima arte”? Porquê?

Mais de oito décadas decorridas, ainda impressiona o sábio uso que Fritz Lang fez dos escassos recursos técnicos da sua epoca – o som, aImagem1  iluminação, jogando com contrastes acentuados entre luz e sombra. Aliás, este uso inteligente dos meios existentes fora já praticado noutros dos seus filmes do período expressionista. A modernidade de Fritz Lang é patente no uso do flashback, e do recurso à narração em offM — O Vampiro de Düsseldorf o tema do serial killer foi interepretado pelos nazis em ascensão como metáfora alusiva aos seus ideais e, em 1932, Fritz Lang refugiou-se nos Estados Unidos – uma vitória para Hollywood que beneficiou do seu génio. Depois dos filmes que realizara na Alemanha, tais como Dr. Mabuse (1922), Die Nibelungen (1924) ou Metropolis (1927), dirigiu em Hollywood dezenas de produções, entre as quais algumas obras primas como Fúria (1936), Só vivemos uma vez (1936), Suprema decisão (1944) ou Cidade nas trevas (1955). Fritz Lang morreu em Los Angeles, em 2 de Agosto de 1976.

Walt Disney, por assim dizer, criou uma nova forma de cinema. Não que tenha inventado o cinema de animação, mas é inegável que lhe conferiu uma dimensão inimaginável. Conhecia todos os aspectos do seu negócio, pois desempenhou funções de realizador, produtor, guionista, não esquecendo o mais importante –  a criação das numerosas personagens a que deu vida, «gente» como o rato Mickey ou como o pato Donald, nascidos nas décadas de 20 e de 30, e que quase um século depois vivem no imaginário de crianças e adultos. Walt Disney morreu em Los Angeles no dia 15 de Dezembro de 1966.

Imagem2Otto Preminger, produtor e realizador cinematográfico, austríaco e vienense como Friz Lang, foi também forçado a emigrar para se furtar ao inferno nazi. Em 1935 exilou-se nos Estados Unidos. Exigente, perfeccionista cultivou diversos géneros cinematográficos, perseguindo sempre um elevado padrão de qualidade – Os seus filmes mais represettivos são Laura (1944) e O rio das almas perdidas (1954), um  clássico do «cinema negro». Otto Preminger morreu no dia 23 de Abril de 1986 em Nova Iorque.

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