
Cândido Portinari nasce numa fazenda de café em Brodowski, uma pequena povoação no nordeste do estado de S. Paulo. Filho de imigrantes italianos, é o segundo de doze irmãos. Frequenta apenas o ensino primário, tendo começado a pintar aos nove anos. Auxilia na decoração da Igreja Matriz de Brodowski. Aos quinze anos parte para o Rio de Janeiro e matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1921, apresenta a sua primeira obra, Um Baile na Roça, estreando-se no Salão Nacional de Belas Artes no ano seguinte. Em 1928, ganha a medalha de ouro do Salão e um prémio de viagem ao exterior. Passa dois anos em Paris. Visita museus e observa as obras dos grandes mestres. Quando regressa ao Brasil, traz novos métodos estéticos, valorizando mais as cores, e abandonando o compromisso volumétrico e a tridimensionalidade. Começa a dedicar-se mais aos murais e aos frescos. Pinta numerosos retratos. Em 1934, pinta Café, obra que o consagra internacionalmente. Vejam o vídeo sobre este quadro, que se agradece ao youtube e a Geekie.br:
Vejam também em:
https://www.youtube.com/watch?v=j2QwyM5qxEI
Em 1935, este quadro, já de feição muralista, recebe uma menção honrosa na Exposição Internacional de Arte Moderna do Instituto Carnegie, em Pittsburgh. A obra de Portinari tem um grande impacto nos Estados Unidos, muito sacudidos pela depressão, pelo desemprego, e por uma enorme crise social.
João Cândido Portinari, filho do pintor, sublinha que o café é recorrente na obra do pai. Recorda que os imigrantes italianos vinham para o Brasil, no fim do século XIX, participar na cultura do café, chamado o ouro verde.
Ver em:
http://artefontedeconhecimento.blogspot.pt/2010/07/cafe-1934-de-candido-portinari.html
Cândido Portinari participa no pavilhão do Brasil da Feira de Arte Moderna de Nova Iorque em 1939 e expõe no MoMA. Neste vê Guernica, que lhe causa uma profunda impressão. Entretanto, é aderente do PCB – Partido Comunista Brasileiro, tendo sido candidato a deputado federal e a senador. As suas opções políticas e a sua dedicação a mostrar o sofrimento dos excluídos, não o impedem de abordar outros temas, como o demonstram por exemplo os painéis em azulejo na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, feitos a convite de Oscar Niemeyer.

Portinari é também professor e poeta. Entre 1953-56 prepara os painéis Guerra e Paz, para a sede da ONU em Nova Iorque, que desde 2010, estão a dar uma volta ao mundo.
Morre no Rio de Janeiro a 6 de Fevereiro de 1962, sob o efeito de excesso de trabalho e de envenenamento pelas tintas que usava.
João Cândido Portinari dedica grande parte da sua vida, desde 1979, a pôr de pé o Projeto Portinari, que inclui um acervo de mais de 5000 obras do pintor. Vejam em :
http://www.portinari.org.br/
Vejam também a biografia de Cristina Vaz, em Vidas Lusófonas:
http://www.vidaslusofonas.pt/candido_portinari.htm
E também:
http://agencia.fapesp.br/portinari_na_internet_e_para_todos/12986/
http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1875-biografia-9,00.jhtm
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10686/candido-portinari

