Leonardo José Coimbra nasceu em Borba de Godim, Lixa, no dia 30 de Dezembro de 1883, tendo morridonum acidente de viação em 2 de Janeiro de 1936, no Porto. Com 15 anos matriculou-se na Escola Naval de Coimbra. Em 1905 frequentou o curso superior de Letras na Academia Politécnica do Porto, que concluiu em Lisboa quatro anos depois com elevada classificação. Em 1913 apresentou a sua tese “Criacionismo” ao concurso de assistente da cadeira de Filosofia. Em 1914 iniciou a sua carreira de político, filiando-se no Partido Republicano Português. Incompatibilizando-se com a facção tradicional do seu partido que acabou por abandonar, devido à sua defesa do ensino religioso particular, ingressou na Esquerda Democrática. Foi professor liceal e universitário, vindo com base na sua cultura pedagógica a ser ministro da Instrução Pública em dois governos da Primeira República – em 1919 e em 1923 – durante os seus mandatos, criou as Escolas Primárias Superiores, lançou as Universidades Populares, reformou a Biblioteca Nacional e fundou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, de que foi director e professor – defendeu, apesar de toda a polémica gerada, a liberdade do ensino religioso nas escolas particulares fiscalizadas pelo Estado. Mas, mais do que como docente ou no plano político, Leonardo Coimbra destacou-se como pensador. Filosoficamente partiu do criacionismo, evoluindo depos para um intelectualismo de matriz essencialista e idealista. Seria uma das figuras mais representativas do Saudosismo, corrente estrétiica de que Teixeira de Pascoaes foi principal mentor. Foi um dos fundadores, em 1912, da Renascença Portuguesa, de Pascoaes colaborou no órgão do saudosismo, a revista A Águia. É nas edições da Renascença Portuguesa que publica a maior parte da sua obra: O Criacionismo: Esboço de um Sistema Filosófico, 1912; A Morte, 1913; A Alegria, A Dor, A Graça, 1916; A Luta pela Imortalidade, 1918; Adoração: Cânticos de Amor, 1921; Jesus, 1923; Guerra Junqueiro, 1923; A Filosofia de Henri Bergson, 1932. Grande impulsionador do Espiritismo em Portugal, fez parte da mesa do I Congresso Espírita Português, realizado em Lisboa, em Maio de 1925.

