EDITORIAL – TEMOS MEMÓRIA? PARA QUE SERVE?

O mundo tem história, os países têm história. E têm memória. logo editorialTemos a História e a Sociologia que estudam os fenómenos ocorridos, uns só à superfície, outros mais profundamente, mas sempre à luz do pensamento de quem o faz, nunca conseguindo fugir à subjectividade nem ao pensamento filosófico e político subjacente. Os “documentos” são de vária ordem, juntando-se agora todos os que viajam pelo mundo via internet.

Que se dirá daqui a uns tempos dos tempos que estamos vivendo? A memória exige uma triagem nesta época cheia de informações, sendo mesmo algumas falsas. Exige-se reflexão perante este correr para a frente, perante este frenesim de tudo registar (fotos sucessivas nos telemóveis…). Temos muitos mais objectos possíveis de ser guardados e interpretados, cuja sobrevivência desconhecemos. Novos meios de tecnologia permitem a mais pessoas, a minorias, expressarem-se e registarem os acontecimentos e pensamentos. Também esses novos meio permitem fazer chegar a quem a eles tem acesso os pensamentos e os actos calculados em campanhas várias ao serviço de tudo e todos…

Sabemos, no aqui e agora, muito do que se passa em todo o mundo. Sabemos, no aqui e agora, se o quisermos,  muito do que pensam muitas pessoas por todo o mundo.

Como se faz a triagem? Que princípios “superiores” podem aqui ser impostos? Pensemos que esta nova memória servirá para alguma coisa benéfica para todos.

 

 

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