Em 4 de Janeiro de 1643, nasceu em Woolsthorpe-by-Costerworth Isaac Newton, o grande físico e matemático britânico cuja obra teve influência em toda a cultura do seu tempo, não só no plano científico como também no filosófico (morreu em Londres no dia 31 de Março de 1727) – Num inquérito cujo universo era um público especializado, Newton foi considerado o cientista que maior impacto provocou em toda a história da ciência. Em 1687 publicou Philosophae Naturalis Principia Mathematica, obra capital na evolução científica, considerada uma das mais importantes de sempre. Nas suas páginas se aborda e descreve a lei da gravitação universal e as famosas três leis de Newton que fundamentam a mecânica clássica.
No mesmo dia de 1809, nasceu em Coupvray, Louis Braille, francês, inventor do alfabeto para cegos (morreu em 1852). Com dois anos, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou ao olho direito, provocando a cegueira total. Na tentativa de que Louis tivesse uma vida tão normal quanto possível, os pais matricularam-no na escola local. Louis tinha facilidade em aprender o que ouvia. Com 10 anos, ganhou uma bolsa do Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Valentin Haüy, fundador do instituto, foi pioneiro no ensino da leitura para cegos. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora rudimentares, esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Um capitão reformado, visitou o instituto apresentando um sistema de comunicação de escrita nocturna que mais veio a ser designado por sonografia. Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que se utilizava no campo de batalha, possibilitando, sem usar a luz que poderia revelar posições, trocar ordens e informações silenciosamente. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o
som correto naquela linha. A ideia de usar um código para representar palavras sob forma fonética absorveu Braille que continuou a aperfeiçoar o método. Nos anos seguintes, Braille simplificou o código criando um método eficiente de uma célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema militar era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema de Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. Em 1824, com 15 anos, Louis Braille completou o sistema e começou a ensiná-lo no instituto. Em 1829, publicou o método de leitura que adoptou o seu nome e que, com pequenas melhorias, se manteve até hoje.

