Liberdade, igualdade, fraternidade, gritou, há mais de 200 anos, a Revolução francesa, em Paris, então, o coração da Europa. O que veio, depois, foram duas inomináveis grandes guerras mundiais, Auschwitz, e, hoje, prossegue aí, imparável, a terceira grande guerra mundial, quase exclusivamente financeira, sem que ninguém pareça dar por ela, nem mesmo os jornalistas dos grandes media, dos generalistas aos especializados, nomeadamente, científicos, desportivos, satíricos, confessionais, todos propriedade de um único dono, o grande poder financeiro global, compulsivamente, mentiroso, ladrão, assassino. Somos velozes a ver o “argueiro” que está no olho dos outros, que classificamos de “o inimigo”, não vemos a “trave” que está nos seus próprios olhos. O inominável massacre, ontem, em Paris, de 12 pessoas – oito jornalistas cartoonistas do conhecido semanário satírico francês, Charlie Hebdo, dois polícias, dois civis – é o massacre de toda a Humanidade, do planeta Terra, do próprio Cosmos. Os três jovens encapuzados que o consumaram, são apenas os carrascos, a mando e a soldo do único padrinho do mundo, o poder financeiro global, o filho unigénito das três religiões do Livro – o judaísmo, o cristianismo, o islamismo – aparentemente diferentes entre si, animadas todas da mesma ideologia/teologia imperialista, conquistadora, que, de forma cada vez mais científica, produz pobres e pobreza em massa, desempregados e desemprego em massa, doentes e doenças em massa, farmacêuticos e fármacos em massa. E quer fazer-nos todos seus súbditos consumidores, nenhuma criatividade, nenhuma sabedoria, nenhuma cultura, nenhuns afectos, meras mercadorias “made in Mercado” global! Como falar de liberdade, num tipo de mundo assim? De que tipo de liberdade nos orgulhamos? Não são incompatíveis, poder financeiro global e liberdade? Não somos todos vigiados, controlados, num mundo-prisão? As próprias escolhas que fazemos não nos são impostas pela Publicidade do Mercado global? Eles matam, é verdade. E nós, não?! O poder não é um só, vista islão ou judeo-cristão? Quando então mudamos de ser, de Deus, e somos todos seres humanos, simplesmente?!