EDITORIAL – O ÓPIO DO POVO

logo editorialO conceito, atribuído a Karl Marx, de que a religião é o ópio do povo, foi antes de Marx o formular esboçado por outros – Novalis, Marquês de Sade, Heine, Moses Hess… Porém é pela pena de Marx, na Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, trabalho publicado em 1844, no Deutsch-Französischen Jahrbücher, um jornal que Marx publicava em colaboração com Arnold Roge, que a ideia aparece exposta de forma  desenvolvida e filosoficamente sustentada.

«A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola.[…] A crítica arrancou as flores imaginárias dos grilhões, não para que o homem os suporte sem fantasias ou consolo, mas para que lance fora os grilhões e a flor viva brote. […] A religião é apenas o sol ilusório que gira em volta do homem enquanto ele não circula em tomo de si mesmo.[…] Consequentemente, a tarefa da história, depois que o outro mundo da verdade se desvaneceu, é estabelecer a verdade deste mundo. A tarefa imediatada da filosofia, que está a serviço da história, é desmascarar a auto-alienação humana nas suas formas não sagradas, agora que ela foi desmascarada na sua forma sagrada. A crítica do céu transforma-se deste modo em crítica da terra, a crítica da religião em crítica do direito, e a crítica da teologia em crítica da política.[…]A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo».

Já aqui temos falado sobre as manipulações que os livros sagrados das religiões abraânicas têm sofrido ao longo dos séculos. Repositório de lendas que substituíam a ausência de explicações científicas para os mistérios da Natureza, os textos sagrados foram sendo corrigidos, adaptados, sujeitos a adequações aos interesses seculares de quem domina. A Torah, também chamado a “Lei de Moisés”, texto nuclear do judaísmo, é o mais antigo e narra como terá sido a criação do mundo, a origem da humanidade, o pacto de Deus com Abraão, a libertação dos filhos de Israel do Egipto e a sua caminhada até à terra prometida. A Bíblia, livro sagrado do cristianismo, parte do Antigo Testamento e foi sendo adequada aos interesses dos poderosos. O Corão, o mais recente dos livros sagrados, parte dos dois anteriores.

Estes livros, estão na base de grandes convulsões históricas, de crimes, genocídios… As Cruzadas, as lutas religiosas entre cristãos, a Inquisição,  e, mais recentemente, a inclassificável ocupação da Palestina pelos judeus, em nome de uma das tais historietas. O fanatismo islâmico é apenas uma das consequências da fé religiosa, dessa irupção de irracionalidade que vem de trás, quando nem a origem das trovoadas aqueles seres apavorados que eram os nossos avós cavernícolas sabiam explicar. Os sionistas assassinos, os mafiosos vaticanos e os fanáticos islamistas, querem manter a humanidade apavorada – a forma de imbecis espertos e «pragmáticos» dominarem o pensamento, é através do ópio da religião.

 

Leave a Reply