Faz hoje setenta anos que soldados soviéticos entraram no campo de concentração de Auschwitz, no sudeste da Polonia. Os nazis tiveram ali a funcionar durante vários anos três centros de extermínio de pessoas, num espaço de cerca de quarenta quilómetros quadrados, onde se calcula que tenham dado a morte a mais de um milhão de indivíduos, na sua maioria judeus. Auschwitz, assim, terá ficado para a história como o maior centro de tortura e assassínio da história que jamais existiu. Sugere-se a leitura do artigo de George Arnett, saído hoje em The Guardian, acessível no link abaixo.
Infelizmente Auschwitz não terá sido o único centro de tortura e extermínio, nem o último. E as sociedades humanas têm continuado a proporcionar sofrimentos e situações inumanas (o emprego dos termos contraditórios é deliberado) por todo o mundo. Os massacres do Ruanda, quem os saberá explicar completamente? Porque é que os palestinianos continuam a ser expulsos da sua terra natal, porque outros a consideram a sua terra prometida? Porque aconteceu Srebenica? O holocausto arménio, quando será devidamente reconhecido? Qual a situação dos povos indígenas do continente americano? Quem vela pelo seu futuro? Quantas situações mais destas ocorrem pelo mundo fora?
As responsabilidades das grandes potências, a começar pelas da superpotência, são manifestas. De há alguns anos a esta parte consegue-se falar mais livremente sobre estes assuntos, e recordar as enormes tragédias ocorridas, apenas porque alguns homens se acham superiores, ou mais eleitos, do que outros. Nunca será demais recordar a importância da liberdade de informação, que cada vez mais se fala em coarctar, invocando a segurança (de quem?) e o respeito por crenças, usos ou costumes (de quem?).
http://www.theguardian.com/world/2015/jan/27/auschwitz-short-history-liberation-concentration-camp-holocaust

