A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Os acontecimentos políticos das últimas semanas, na Grécia e, antes, no Estado vizinho com as vitórias eleitorais do Syiriza e do Podemos, parecem trazer alguma esperança de mudanças positivas. Porém, talvez não haja motivos para grandes júbilos. Atente-se num pormenor. Obtida a vitória nas urnas com uma percentagem de votos que não lhe confere uma maioria parlamentar absoluta, o Syiriza, à revelia dos seus eleitores, permite-se negociar com uma formação de direita à qual terá necessariamente de fazer concessões, inquinando o programa eleitoral que levou ao voto os cidadãos. É o chamado «jogo democrático». Não se estranha, embora seja uma aberração. O jogo democrático é a negação da democracia. Onde está situado o mal que determina estas disfunções? O que fazer? O que transformar e mudar?
Bravo, Carlos Loures! Foi ótimo ter lembrado Simone de Beauvoir, injustamente esquecida ultimamente,
de quando se pensava na existência humana e no sentido que devemos lhe dar, quando Gabriel Marcel, também tão esquecido, discutia brilhantemente sobre o Ser e o Ter. Saudade de quando se pensava menos em técnica e em economia e nos preocupávamos em como viver plenamente e melhor.
Será que nem o apavorante aquecimento global vai contribuir para conscientização da nossa triste humanidade?
abraço solidário da
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