“Fomos roubados e sabemos quem é o ladrão.”
Esta foi a frase mais gritada por umas dezenas de lesados do BES que há alguns dias se concentraram à porta da sede do Novo Banco, em Lisboa.
Os lesados do BES são pequenos investidores que confiaram “as economias de uma vida” à entidade presidida por aquele que diziam ser o “aristocrata da banca” – um “senhor” acima de qualquer suspeita.
Sabe-se hoje que o BES – apesar do prof. Cavaco ter garantido em Julho do ano passado que era um “banco sólido” – tinha mais buracos que o corpo de um palestiniano metralhado por um soldado israelita às ordens de Benjamin Netanyahu – um dos canalhas “Je suis Charlie” que encabeçaram a manifestação de Paris.
É quase certo que aqueles que confiaram “as economias de uma vida” ao BES nunca mais irão ver a “cor do dinheiro”. Dinheiro que, sabe-se agora, foi usado para socorrer empresas do universo Espírito Santo, que há muito viviam acima das suas possibilidades. Tal qual “os trabalhadores gregos” no reverencial dizer do sr. José Rodrigues dos Santos.
No mesmo dia da manifestação dos lesados do BES, Avelino Alves, o padre que todos os domingos celebra missa na capela privada do Espírito Santo, declarava à revista Visão:
“Está a sofrer muito, mas é um homem forte, com personalidade e carácter, humanista, cristão. Mesmo com todo o mundo contra ele, vai resistir,
Como se vê, Alves é um pastor que só se preocupa com o seu Espírito Santo. O rebanho que se lixe.

