Damião de Góis, nasceu em Alenquer no dia 2 de Fevereiro de 1502, tendo morrido, também em Alenquer, no dia 30 de Janeiro de 1574. De família nobre, foi educado na corte de D. Manuel I. Em 1523, D. João III colocou-o como secretário da Feitoria Portuguesa de Antuérpia. Foi encarregado de missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do Reino e dedicou-se exclusivamente ao estudo do Humanismo. Em 1534 conheceu em Basileia Erasmo de Roterdão de quem foi aluno e se tornou íntimo amigo.
À esquerda – Damião de Góis, retrato por Jan Mabuse
Contactou e estabeleceu amizade com a nata da intelectualidade europeia da época – Lutero, Melanchthon, Albrecht Dürer (que o
retratou), Hieronymus Bosch a quem terá adquirido o tríptico As Tentações de Santo Antão, hoje integrado na colecção do Museu de Arte Antiga, de Lisboa. Entre 1534 e 1538 estudou em Pádua onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Fixou-se em Lovaina onde viveu seis anos vindo a ser reitor da Universidade. Quando da guerra entre Carlos V e Francisco I de França, Damião de Góis que se bateu contra as tropas francesas, foi feito prisioneiro durante a invasão, sendo libertado após um ano de reclusão pela intervenção de D. João III. No regresso a Portugal foi professor do príncipe herdeiro, filho de D. João III, e mais tarde responsável pela Torre do Tombo. Entre outras obras escreveu a Crónica de D. Manuel. Perseguido pela Inquisição, foi condenado a reclusão no mosteiro de Alcobaça, e supõe-se que terá sido assassinado pelos sicários do Santo Ofício.
Em cima, à direita . Damião de Góis por Albrecht Dürer (Colecção Albertina). Em baixo, Damião de Góis lutando contra os franceses (Universidade de Lovaina)


