A COLUNA DE OCTOPUS – Ucrânia: a última fronteira americana

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Os Estados Unidos querem fazer avançar a NATO até à fronteira ocidental da Rússia. Querem fazer uma espécie de ponte terrestre com a Ásia para cercarem a Rússia. Querem controlar os gasodutos da Rússia. O objectivo final é controlar a Rússia, enfraquecê-la, promover uma queda do poder e desfragmenta-la para a poder controlar. Por isso não podem deixar de pressionar a Rússia, sendo que uma solução pacífica não estará à vista.  O que está em causa é a supremacia americana, apesar do seu dólar, que já não vale nada, está a ser posto de parte pelos países emergentes. A Rússia é portanto um alvo a abater, assim como a China, esta mais difícil de roer.

Por estas razões os combates na Ucrânia vão continuar a intensificar-se. O objectivo é intensificar o conflito. Não esquecer que Washington necessita permanentemente de conflitos armados para fazer funcionar o seu budget militar. A Rússia está encurralada, nunca irá desencadear, por exemplo uma guerra nuclear para defender uma parte de um território periférico, irá então, pouco a pouco, com a ajuda da opinião pública mundial envolver-se numa guerra territorial desgastante. A Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, conseguiu baixar o preço do petróleo para valores insustentáveis a longo prazo, o que prejudicou a economia russa, para além da sanções económicas contra a Rússia decretadas por parte do ocidente.

A baixa repentina do preço do petróleo nada teve a ver com pressões deflacionistas ou baixa da procura, mas sim com a “inundação” do mercado de petróleo por parte da Arábia Saudita sob domínio americano. A China e a Rússia estavam a construir um mercado “paralelo” ao dólar, quando o rublo (moeda russa) foi alvo em bolsa de “venda a descoberto” e a sua queda.

Os Estados Unidos estão em guerra contra um mundo multipolar, em que países como a Rússia ou a China fariam parte de uma concorrência e seriam uma ameaça para a sua hegemonia.

 

 

 

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