Se é verdade que Durkheim defendia que cada vítima de suicídio expressava o seu próprio temperamento e que não podíamos explicar as suas condicionantes pelas causas sociais do fenómeno do suicídio, também é verdade que ele mesmo defendia que mesmo num ato tão pessoal como o suicídio se conseguiam encontrar razões sociais.

Um artigo publicado na The Lancet Psychiatry conclui que o desemprego, mesmo antes da crise, provoca 9 vezes mais suicídios suicídios do que o que se pensava. 45 mil mortes por ano, em 63 países. Repare-se que a estatística é muito exigente, pois se oficialmente no mundo o total de suicídios por ano ronde os 230 mil, a Organização Mundial da Saúde estima que na verdade sejam mais de 800 mil.

O investigador Carlos Nordt, entrevistado pelo Público, diz “que Portugal foi o mais afectado em termos de suicídios ligados ao desemprego”.

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