Stephen Hawking nasceu em Oxford a 8 de janeiro1942. Um dos mais consagrados cientistas dos séculos XX e XXI, infelizmente portador de uma grave doença, a Esclerose Lateral Amiotrófica, que muito lhe afectou a parte física, mas felizmente parece ter-lhe avivado ainda mais, numa espécie de função vicariante, a sua portentosa mente. É um físico teórico doutorado em cosmologia, e é professor emérito na Universidade de Cambridge. Foi Director de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica da mesma Universidade.
Foi sempre, como não podia deixar de ser dentro do seu claro e profundo pensamento, um homem ateu, o que poderá fazer muita gente parar para pensar. Durante a sua vida e em várias das suas obras e discursos ele foi usando sempre eufemismos mais ou menos adequados quando referia a palavra “Deus”, palavra que ele considerava ter um sentido metafórico e relativo. Não era difícil apercebermo-nos nas entrelinhas do seu pensamento de algum desconforto, quando dizia que o Universo é governado pelas leis da ciência, podendo estas leis ter origem num “Criador”. Mas à medida que se foi apercebendo de que “há uma diferença fundamental entre a religião que se baseia na autoridade, e a ciência que se baseia na observação e na Razão”, ele foi-se se aproximando cada vez mais da sua grande e convicta conclusão: “Deus não tem mais lugar nas teorias sobre a criação do Universo, devido aos grandes avanços no campo da Física”.