CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – “VOCÊ DISSE, ESTADO DE DIREITO?” – por Mário de Oliveira

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Só por ironia, ou por ignorância, se pode dizer que vivemos num Estado de direito. A afirmação é uma contradição nos termos. Estado, é poder, e tem a ver com a opressão/exploração das populações do país. Direito, é Política praticada, e tem a ver com as populações, a sua plena realização, bem-estar, felicidade. O Estado anula o país, as populações. É uma superestrutura de poder. E ainda há quem tenha o descaramento de dizer que o Estado, somos todas, todos nós. Não é verdade. Há as populações. O Estado é sempre um corpo estranho sobre as populações. Um grande patrão que as oprime, suga, engana, controla. Os impostos são a máxima expoliação/humilhação das populações. A palavra, Impostos já diz tudo! Não são contribuições livres. São coisa imposta. Arbitrariamente. Prepotentemente. O Estado tem interesses que não são os das populações que controla, domina, condiciona, limita. A pretexto de que as serve!!! É uma fábrica de produção de leis, de instituições que nos são de todo estranhas. Nascemos e crescemos sob o domínio do Estado. Segundo as suas leis, as suas instituições. O Estado não é uma organização nossa que cresce à medida que crescemos. É uma organização estranha, tipo camisa-de-forças. Molda-nos de fora para dentro. Uma sociedade humana saudável desenvolve-se de dentro para fora, em forma de vasos comunicantes, todos por um, um por todos. O país não pode, não deve, ser confundido com o Estado. O país são as pessoas organizadas cada vez mais ao modo dos vasos comunicantes. O Estado impede as populações de crescer de dentro para fora, ser autónomas, senhoras dos próprios destinos. Nunca nos quiseram livres. Nunca quiseram que nós quiséssemos ser livres. Sempre nos tentam convencer de que, entregues a nós próprios, nos comeremos uns aos outros. A verdade é que só a liberdade nos faz humanos, sororais, saudáveis, mulheres, homens de paz. A anarquia não existe. Só como conceito. Existe o poder que mata a liberdade. Você disse, Estado de direito? Diga antes, Liberdade vivida ao modo dos vasos comunicantes. Com muita inteligência e afectos mil.

24 Fevº 2015

 

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