Alfredo Marceneiro (Alfredo Rodrigo Duarte) nasceu na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, no dia 25 de Fevereiro de 1891 (havendo fontes que referem outra data – 29 de Fevereiro de de 1888) – morrendo também em Lisboa e na mesma freguesia, no dia 26 de Junho de 1982. Devido à sua profissão, pois trabalhava na marcenaria dos estaleiros da CUF, era conhecido como “Alfredo Marceneiro”. Foi o fadista mais carismático de toda a história do fado. O seu período ascendente iniiou-se quando, em 1924, participou na Festa do Fado que se eealizou no Teatro São Luiz, em Lisboa. Num concurso de fados obteve a medalha de prata. Em 3 de Janeiro de 1948, foi designado Rei do Fado no Café Luso. O fado que sempre é associado à sua figura é A Casa da Mariquinhas, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.Em 1984, foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Nasceu no Pátio do Leão, na Travessa de Santa Quitéria, no troço desta via que vai da Rua de São Bento até à Av. de Pedro Alvares Cabral. Esteve muito ligado às “cegadas”, uma versão muito simples daquilo que mais tarde foram e são as “marchas populares” e que, a partir do Pátio do Leão, davam um volta – marchavam – pelas redondezas da Travessa.CLV
Pois é. O Marceneiro era um vizinho, um membro destacado da tua «aldeia». A minha «aldeia» também tem as suas figuras e as suas glórias. Era interessante, talvez sob a égide da rubrica do Pedro, os lisboetas falarem das suas «terrinhas». Abraço do CL.