As petições de iniciativa da Amnistia Internacional têm conseguido alguns resultados. E têm-nos alertado para situações, por vezes a favor de uma só pessoa, mas que traduzem o estado de determinado país.
Desta vez, trago-vos a de milhares de homens que estão no Catar como verdadeiros escravos modernos, forçadas a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa .
No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projecto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, cuja presidente mora em uma cidade pacata no estado de Colorado, EUA. Diz a divulgação da petição “Se mais de 1 milhão de nós nos unirmos em prol da liberdade, podemos confrontá-la com nossas vozes toda vez que ela sair de casa até que ela faça alguma coisa”.
Esta mesma tática forçou a rede de hotéis Hilton a proteger mulheres contra o tráfico sexual em questão de dias.
O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus passaportes e os forçam a trabalhar longas horas, sob um calor de 50 graus, sem nenhuma possibilidade de fuga.
CH2M Hill, a empresa norte-americana, coloca a culpa em prestadores de serviços locais e nas leis do país, mas é o rosto público das obras da Copa. A presidente da empresa pode e deve assumir um papel para garantir que não teremos mais sete anos manchados pela morte de operários. Ela poderia até mesmo ameaçar a retirada de seus negócios do país se o sistema não mudar.
A petição pode ser assinada em:
https://secure.avaaz.org/po/bloodiest_world_cup_loc/?bdkaGhb&v=54335

