ESCRITOS NA AREIA – ESTAMOS TRAMADOS? – por António Mão de Ferro

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O atual chefe do governo não sabia que deveria fazer descontos para a Segurança Social, daí ter estado vários anos sem descontar. O primeiro ministro, antes deste, está preso preventivamente devido a processos que correm sobre ele.

O panorama político é deveras desconfortável. Deixa as pessoas incrédulas e sem qualquer confiança naqueles que as governam.

O atual primeiro ministro pode dizer que não é perfeito. É difícil encontrar pessoas perfeitas. Se se quiser encontrar pessoas sem mácula para serem chefes de governo, é capaz de ser difícil, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Mas que diabo será possível que alguém que é o responsável pelo governo, tenha moral para obrigar os outros a fazer aquilo que ele não fez? E tenha a lata de vir pregar moral?!

Apesar de boatos falsos acerca da sua mulher, Júlio César, alguns anos a C, divorciou-se porque segundo ele, a sua esposa não devia estar, nem sob suspeita. O caso ao que consta deu origem ao provérbio frequentemente citado de que “a mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

Mas os tempos são outros. O mundo transforma-se e quem se mantém agarrado aos velhos princípios vê-se superado por eles.

Em cada indivíduo há energias emotivas ocultas, que podem ser utilizadas para criar ou para destruir, para que a pessoa seja um génio, uma criatura vulgar ou um fracassado.A genialidade ou o fracasso são de uma grande subjetividade, assim como os valores. Mas os políticos não gastam tempo a refletir sobre essas coisas. Para eles o sucesso consegue-se a qualquer preço, sem olhar a meios. Na maior parte dos casos nunca fizeram nada para além da política. Entraram nas jotas e o seu caráter foi sendo moldado “nessa escola” que de virtudes parece ter poucas.

Quem ocupa o poderparece esquecer-se de tudo! À volta dos que detém o poder, ainda que a troco de migalhas, há sempre quem se disponha a dar-lhes apoio, a aplaudi-los, a segui-los, a venerá-los e a obrigar os outros a fazer o que eles dizem. Eles sentem-se os maiores, ainda que salte à evidência a sua falta de escrúpulos em torpedear se for preciso.

Quando se começará a apreciar os que se preocupam em ser decentes?

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