EDITORIAL: É ASSIM TÃO ESTRANHA A EXIGÊNCIA DE “A TRABALHO IGUAL SALÁRIO IGUAL”?

Têm as mulheres direito a terem o mesmo salário que os homens quando logo editorial
desempenham as mesmas tarefas que os homens? Diz-nos a lógica, diz-nos a lei que sim, é mesmo
 um direito constitucionalmente consagrado! Mas não é isso que acontece, a lei fica no papel!

 Vários estudos o apontam. Isto facto ocorre em todos os países. Na Europa, Portugal aparece como as mulheres ganhando menos 30% do que os homens nos níveis de escolaridade superior. A Noruega, por exemplo, apresenta os indicadores mais igualitários.

 Em 2012, os peritos da OCDE diziam: “as mulheres pagam um preço elevado pela maternidade, com custos exagerados nos cuidados infantis, disponibilidade ou acesso a equipamentos, e impostos que impedem muitas de trabalhar mais”.

 Apesar dos ganhos das mulheres em educação,  qualificação e do aumento na participação no mercado de trabalho, mantém-se diferenças consideráveis nas horas trabalhadas, nas condições de emprego e nos ganhos. Dito de outra forma, nos países ricos elas ganham pior, têm piores empregos e trabalham mais horas.

 Algumas coisas mudaram, certo. Mas com o diferencial salarial em desfavor das mulheres que se verifica, com a feminização da pobreza, com a maior vulnerabilidade laboral a que está sujeita, com a discriminação laboral que sabemos a mulher ser alvo quando se encontra grávida, as mulheres têm que continuar a lutar pela conquista dos seus direitos cívicos, políticos, económicos e sociais.

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