REFLEXÃO – A palavra «ateu» não devia existir

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A palavra ateu não devia existir, ou melhor, não há necessidade de que exista. Não existe, que eu saiba, uma palavra que defina aquele que não acredita na alma, não há uma palavra para definir aquele que não acredita no destino, não há uma palavra que defina aquele que não acredita no universo, não há uma palavra que defina aquele que não acredita no acaso, não há uma palavra que defina quem não acredita em bruxas, não há uma palavra que defina quem não acredita na evolução das espécies, não há uma palavra que defina quem não acredita na origem científica da vida, não há uma palavra que defina quem não acredita no pai natal. Porque diabo há-de existir uma palavra tão sonante para classificar quem não acredita em Deus? Não foram com certeza os ateus que a inventaram, nem disso tinham necessidade, mas sim a Igreja, a fim de definir bem, e estigmatizar ainda melhor, através dos séculos, aquele que ela considera o seu inimigo principal. Ao ponto de um alto responsável, ainda há bem pouco tempo, ter lançado pela boca fora, a bárbara e inquisitorial afirmação de que o ateísmo é o maior drama da humanidade!!!

 

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