DIA MUNDIAL DA POESIA NO TEATRO DONA MARIA II, ÀS 16H30

O TNDM II assinala o Dia Mundial da Poesia com três leituras de textos de Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. Esta é uma actividade que decorre no âmbito do Projeto Orpheu 100, por ocasião das celebrações do centenário do “Grupo Orpheu” ligado à revista Orpheu, da qual se publicaram apenas dois números, em 1915.

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16h30

Manifesto Anti-Dantas

Poema satírio do jovem Almada Negreiros, o Manifesto Anti-Dantas visava uma geração literária cujo expoente máximo era Júlio Dantas. Anterior à Conferência de 1917 (início oficial do movimento Futurista em Portugal), este folheto de 8 páginas impresso em papel de embrulho foi uma das publicações mais polémicas por atacar não só a pessoa de Dantas, mas toda uma geração de literatos, escritores, jornalistas que ele próprio personificava. O academismo, os valores tradicionais, o convencionalismo, o verbalismo oco instalados foram alguns dos aspetos que Almada Negreiros tentou combater com este Manifesto. Uma obra com paralelo nos manifestos futuristas de Marinetti e que exprime uma reação crítica ao conservadorismo do movimento modernista português.

 de Almada Negreiros

com Paula Mora

17h

Um Rádio por Pessoa 

Diz o mito que, no dia 8 de Março de 1914, Fernando Pessoa se abeirou de uma cómoda alta e escreveu, de um jacto, O Guardador de Rebanhos, assim fazendo nascer Alberto Caeiro e toda a aventura dos heterónimos.Com Um Rádio Por Pessoa, cem anos depois, celebramos esse dia, o mais importante e controverso das letras portuguesas, imaginando Pessoa-ele-mesmo cruzando as ruas de Lisboa muitas vezes ensimesmado – adivinhamo-lo assim – e outras tantas fazendo-se acompanhar de heterónimos. De algumas dessas viagens trata esta experiência de cerca de 30 minutos na qual o actor José Neves investe em Pessoa, partindo de Caeiro e de O Guardador de Rebanhos, para chegar a cada pessoa, a cada ouvinte. Fernando, Alberto e José sintonizam-se através da palavra e do som, numa mistura de telefonia sem fios e de bandeiradas por Lisboa. Nunca isolados: sempre entre-si-e-com-quem-escuta, num só.

a partir de O Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa

conceção e interpretação José Neves

apoio dramatúrgico Mirró Pereira

vozes Mirró Pereira e Américo Rodrigues

espaço sonoro Pedro Costa

18h

Manucure

Manucure parte da situação dramática que o emblemático poema de Mário de Sá-Carneiro propõe. Uma personagem encontra-se no café, comovendo-se com a sua própria sensação de ternura, e progressivamente instala-se o caos e a loucura: a tensão entre o interior e o exterior, a modulação vocal inspirada no ondear aéreo e nas cacofonias dos transportes e da indústria, a sensualidade da ausência de suporte, o cadenciado da máquina que se transforma em Rap, uma chávena de café que se transforma em ser desfeito…

A partir de um texto provocatório, com um fôlego futurista, Manucure é um pouco recital, um pouco concerto, um pouco interativo, um pouco plástica sonora. Dissolve-se a unidade da linguagem, desmantela-se a sintaxe, desvaloriza-se o valor expressivo da palavra para se sentir apenas “a tristeza das coisas que nunca foram”.

 de Mário de Sá-Carneiro

com João Grosso

* Entrada livre, sujeita à lotação disponível. Para o espetáculo ‘Manucure’ é obrigatório o levantamento de bilhetes, na bilheteira do TNDM II, a partir das 15h30.

 

 

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