CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – EXCESSO DE PAPA, DÉFICE DE POVOS-SUJEITO – por Mário de Oliveira

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Com Mário Bergóglio, jesuíta argentino, como bispo de Roma, há um excesso de papa no mundo, a que corresponde um cada vez maior défice de povos-sujeito. Há também um enorme défice de visibilidade das igrejas cristãs que, assim, podem continuar a lavar dinheiro sujo à vontade. O que é deveras preocupante. Como poder que são, todas terão de desaparecer, para que os povos das nações cresçam como sujeitos, protagonistas. Cabe aos povos, não às igrejas cristãs, a condução da história. As igrejas cristãs nunca deveriam ter nascido. São uma avassaladora presença de poder ideológico-financeiro no mundo. Do pior que há, porque monárquico, absoluto, dogmático, infalível. Onde chegam, instalam-se, como outros tantos eucaliptos. Sugam a vida das populações, dos povos. Uma catástrofe de proporções planetárias. Com a agravante de se fazerem passar pelo que há de melhor no mundo. São outros tantos demónios, disfarçados de anjos de luz, que se alojam, de fora para dentro, nas mentes-conciências dos seres humanos, dos povos, como sistemas estranhos, assassinos da originalidade de cada qual. Que assim ficam totalmente à mercê dos respectivos clérigos, sacerdotes, pastores. Entram sempre pela porta do bem-fazer, da caridadezinha, da criação de infraestruturas, lá, onde não há quaisquer serviços organizados.Uma postura própria dos padrinhos, a comprovar as mãfias que efectivamente são. As populações vão pela isca dos “serviços”, depressa, vêem-se presas no anzol ideológico. As catequeses, os ritos/símbolos religiosos, os mitos, as lendas históricas, as escolas/universidades fazem, depois, o resto. O domínio é total. Crescem as igrejas cristãs, diminuem os povos-sujeito. Devo ser dos poucos seres humanos que não me revejo no jeito de ser-viver do papa Francisco. Os discursos, os gestos, as decisões anunciadas cativam até os ateus amigos do Dinheiro, do poder. Não têm a Ruah/o Sopro de Jesus. Só o do poder absoluto, em acção. Cruel. Mascarado de misericórdia. Quem avisa, amigo é!

21 Março 2015

 

 

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