Parece que há mesmo lista Vip (com V grande, claro!). Com poucos nomes, mas já despachada superiormente. A questão torna-se cada vez mais difícil de ser torneada. É evidente que já chegou à fase em que, quanto mais a querem ocultar, mais ela reaparece.
A questão subjacente não é nova. Independentemente de se analisarem situações individuais, todos nós sabemos que em Portugal vem de muito de trás o hábito de ocultar os privilégios e os desmandos dos poderosos. A lista Vip terá como objectivo não permitir o acesso, a não ser em situações especialmente controladas, aos elementos sobre a situação fiscal de certas pessoas. Independentemente de quem elas forem, porquê elas e não o comum dos cidadãos? Esta é que é a grande questão, e que deve ser debatida e respondida às claras, à frente de toda a gente.
Mais, se realmente tiver sido criada para limitar o acesso aos dados relativos a alguns elementos da classe política, então a sua existência não tem razão de ser. Pior, é um erro muito grave. Se há alguém que deve estar sujeito ao escrutínio público em especial, é a chamada classe política. Os seus elementos têm os mesmos direitos que os outros, evidentemente. Mas o público, que neles vota, tem o direito de conhecer as suas carreiras e situações patrimoniais? Como se pode votar em quem não se conhece? Este é um ponto fulcral da democracia representativa. Temos de conhecer bem quem nos representa. Ou então, realmente, a democracia representativa é um fiasco. Por isso deve-se acompanhar atentamente esta situação.
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4476079
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4475504&page=-1


Só quatro mas escolhidos a dedo, e o que faz a diferença ???.