CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – TEMAMOS, SIM, AQUILO QUE NOS MATA A ALMA – por Mário de Oliveira

quotidiano1

Todo o institucional é falso. Com a agravante de que hoje já temos por adquirido que só o institucional é verdadeiro. Fiável. Nascemos, por isso, perdidos de nós próprios, uns dos outros. Somos máscaras, uns para os outros. O tipo de mundo em que nascemos-vivemos mata-nos a alma, a identidade. Não suporta a originalidade de cada qual. Só a máscara. Quem quebra esta regra, é excluído. Se insiste em ser ele próprio, é assassinado. Somos filhos do institucional. Do seu sopro/ideologia. Temos de ser filhos da realidade e sua Ruah. Únicos. Irrepetíveis. Autênticos. O cristianismo é a vitória da máscara sobre a realidade/verdade. O triunfo do institucional. Antes do cristianismo, foi o judaísmo. Antes do judaísmo, foi o Religioso. Só os seres humanos – o máximo até onde já chegou a Evolução, iniciada com o big-bang – estão chamados a conduzir as suas próprias vidas, as vidas uns dos outros, o planeta Terra, o universo. Somos o universo-consciência. Cabe aos mais capacitados de nós a responsabilidade de servir maieuticamente os menos capacitados, “puxar” por eles de dentro para fora, numa permanente relação vasos comunicantes. A quebra deste princípio da realidade é fatal. As consequências são socialmente trágicas. O Religioso, lá, onde se afirma, quebra este princípio da realidade. É o pecado do mundo, com duas vertentes, intrinsecamente más – a mentira e o assassínio. O Religioso é aquilo que mata a alma dos seres humanos-vasos-comunicantes uns com os outros. Coloca, em seu lugar, o institucional. A máscara. Jesus Nazaré, o mais capacitado dos seres humanos, é o primeiro e o último filho de mulher, a dar-se conta desta tragédia. É a Maiêutica, depressa crucificado pelo institucional, o Poder, mentriroso, pai de mentira, assassino. O Religioso do início veio a culminar no cristianismo financeiro, o Dinheiro como Deus. O pleno da máscara. Aquilo que, no ver-dizer de Jesus, mais havemos de temer, porque nos mata a alma/originalidade. Só Jesus, não o Cristo ou Jesuscristo, é o caminho, a verdade, a vida. Sejamos Jesus uns com os outros,

2 Abril 2015

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