A COLUNA DE OCTOPUS -Sociedade de consumo…

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Porto de Sheerness em Kent, na Inglaterra

 

O que é isto?

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Em cima: São Petersburgo, Rússia; em baixo – Porto de Valência, Espanha

Imagem3São depósitos de carros novos não vendidos e que nunca serão vendidos. Existe uma sobre produção de automóveis que ninguém quer ou tem possibilidade de comprar, estão simplesmente abandonados e vão ser enviados para reciclagem. A economia real já não tem a possibilidade de absorver os carros produzidos. As empresas produtoras não podem baixar os preços, porque os novos produzidos a preços mais altos não seriam vendidos. Estão então ao abandono, a deterioram-se… A sociedade de consumo no seu expoente máximo…

 

4 Comments

  1. Já tinha visto e não gostei nada,então e as Pessoas que passam fome ? não vão comer carros. Isto é triste,pelomenos os que os fabricam vão tendo trabalho.

  2. A sociedade de consumo é um sub-produto do percurso indeclinável do “desenvolvimento capitalista”, assente numa aberração: o “crescimento sem limite”. Claro que esse percurso, arrepiantemente coincidente com as previsões feitas por Marx, há mais de século e meio, vai acabar por dar com os burrinhos na água. O problema é que, como os percursos alternativos falharam – por motivos que, na minha opinião, se prendem com a prevalência, na espécie humana, do instinto predatório que integra a sua herança genética -, o que resultará da derrocada final de um sistema económico insustentável dificilmente andará longe do caos. Isto é, de mais sofrimento para um conjunto de seres humanos ainda mais alargado que actualmente. Um sofrimento incalculável, insustentável, de consequências aterradoramente imprevisíveis.
    No meio disto, é inútil pensar que “pelo menos os que fabricam os carros vão tendo trabalho”. Não vão.
    Os descomunais depósitos apresentados resultam de erros de previsão da tão enaltecida e infalível “iniciativa privada” que, de acordo com o infeliz Adam Smith (que parece ter acreditado ingenuamente na agregação à “livre iniciativa” – preconizada como fatalmente proveitosa – de uma “ética”, tão benfazeja como onírica), nos levaria a todos à suprema riqueza e bem-estar. Ora, quando um “empreendedor” ou “gestor” (sempre genial, claro!) erra as previsões, logo procede a “reestruturações”, “reorganizações”, “racionalizações de recursos” ou “emagrecimentos”, o que, traduzido em miúdos, se salda sempre por despedimentos, no caso das grandes indústrias, como, cada vez mais, das grandes instituições financeiras (e improdutivas), muitos, muitíssimos despedimentos.
    O busílis destas inteligentíssimas “medidas” é que elas próprias minam o sistema: mais desemprego significa menos consumidores, menos poder de compra e, em consequência, mais “excedentes imprevistos”, no sector de actividade afectado e… noutros que, por sua vez, vão ser reestruturados, reorganizados, racionalizados, emagrecidos…, originando mais desemprego, maior redução do poder de compra, mais excedentes noutros sectores… Um vórtice.
    Este é o caminho descontrolado (mas previsto, ninguém pode dizer que não foram avisados) do sistema capitalista: aumento da desigualdade social, do desemprego, da miséria; aniquilação das classes médias, dos recursos produtivos; redução exponencial do poder de compra; ruína das economias nacionais e regionais;…
    Podemos hoje assistir, em directo e ao vivo, à concretização das previsões de Marx. Bem como à acção descontrolada, desorientada, desesperada dos seus gestores – económicos, financeiros; e políticos, que são o último elo da cadeia, meros empregados dos anteriores.
    Para os mais optimistas, ainda é tempo de travar o processo, rumo ao desastre. Para quem, como eu, vai ficando cada vez mais céptico, perante a verificação de que a estupidez abrange um extensão muito mais vasta do que em tempos pensara, preparando-se para impor o seu total domínio sobre o pensamento e a acção inteligentes, o tempo vai faltando.
    Mas a esperança é a última a morrer…

  3. Capitalismo desenfreado.

    Com a crise, a grande maioria dos construtores de automóveis já baixaram a sua producão, no entanto existem vários outros factores.
    A produção de novos modelos é quase mensal em que cada construtor intoduz pequenas alterações para acompanhar e fazer concorrência aos outros construtores. Modelos com poucos anos tornam-se invendáveis dado que o último modelo lhe é preferido.
    Por uma questão de mercado e prestigio, as marcas obrigam os concessionários a fazer estoques de viaturas, e assim podem apresentar numeros de “venda” em alta.

  4. Mais um pormenor da estúpida cegueira dos próceres da “livre iniciativa”, a atolar-se a si mesma na lama da História…

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