CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – QUE FOI FEITO DOS DOIS CRUCIFICADOS COM JESUS? – por Mário de Oliveira

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As quatro narrativas evangélicas falam de três crucificados, naquela sexta-feira de Abril, ano 30, em Jerusalém. O cristianismo e suas igrejas cristãs nunca quiseram saber do que foi feito dos outros dois, um à direita, outro à esquerda de Jesus. Tão pouco quiseram saber do próprio Jesus crucificado. Negam-no, no prosseguimento de Pedro, um dos fundadores do judeo-cristianismo. Ao qual, depressa, se juntou o fariseu Saulo de Tarso, S. Paulo, para as igrejas cristãs. Dois séculos depois, Constantino, imperador de Roma, o fundador do papado. Francisco, actual papa de Roma, assume-se, no discurso institucional, como sucessor de Pedro. Na realidade, é manifestamente o actual sucessor de Constantino, imperador. Basta ver quanto é idolatrado/adorado/temido, aonde quer que se desloque. Já a Jesus crucificado, o maldito, todos o negam, como faz Pedro. Às igrejas cristãs, só lhes interessa o mítico Cristo ou Jesuscristo, que rotulam de “vencedor da morte”. Ainda que continuemos todos naturalmente a morrer, como antes da fundação do cristianismo. Contudo, os 4 Evangelhos testemunham que são 3 os crucificados. Destacam Jesus, porque é dele que testemunham os Evangelhos escritos na clandestinidade, em liguagem cifrada, própria de escritos clandestinos. O inesperado, escandaloso, até, é que, ao testemunharem que Jesus acaba assassinado na cruz como o maldito, segundo a Lei/Bíblia de Moisés, os 4 testemunham que, com ele, são crucificados outros dois. Ignorar este testemunho, é ignorar o Evangelho de Jesus, optar pelo de S. Paulo, como fazem todas as igrejas cristãs. Ainda que também o leiam nas suas liturgias de alienação. Pois bem, os três crucificados – Jesus mais dois – representam, nos 4 Evangelhos, o pleno dos seres humanos reiteradamente crucificados pelos três poderes – o pleno do Poder – seus agentes históricos de turno, os do religioso-cristão, em primeiro lugar. Os institucionais assassinos/crucificadores dos seres humanos, dos povos. Eis o que o cristianismo, suas igrejas cristãs, sempre nos esconderam, escondem!

7 Abril 2015

 

 

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