NA PESSOA DE MESTRE JOSÉ HENRIQUES A HOMENAGEM AOS FERREIROS, PROFISSÃO AGORA DE MUSEU por clara castilho

Pois é de museu que quero falar. Aquele que foi inaugurado no dia 25 de Abril, na Aldeia Galega de Merceana, concelho de Alenquer, para ilustrar o ofício de ferreiro. Foi ali funcionou a última oficina de ferreiro de Vale Benfeito, pela mão do Mestre José Henriques. Reformado, e já sem forças para prosseguir tão violento ofício, decidiu oferecer todos esses bens para memória futura. A tristeza foi que Mestre Henriques não se encontrava com saúde para presenciar a homenagem que lhe foi feita…

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Não conheço pessoalmente este senhor mas quase todos os dias dele oiço falar. Pela boca de sua neta, minha colega de trabalho, Elsa Vieira, que dele cuida com todo o esmero. Já muito me ri com as histórias do “avô Zé” e já muito todos nos preocupámos pela sua saúde.

O “avô Zé” não pôde estar presente na inauguração do Museu, mas esteve a neta, e os bisnetos João e Rodrigo. Que me trouxeram o relato e me autorizam a divulga-lo. Ao Mestre Henriques desejo um resto de vida sem incidentes e a todos os que visitarem o Museu um maior conhecimento do que foi a vida destes profissionais e do que ainda pode ser.

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Se perguntarmos a um jovem o que é um ferreiro, talvez consiga associar a ferro, mas não saberá perceber todo o alcance que esta profissão teve ao longo dos tempos e ainda terá em determinadas sociedades que não tenham as condições industriais da nossa.

A profissão de ferreiro existe há muito, desde quando o homem aprendeu a manusear o metal  por volta de 2000 a.c., moldando o metal e transformando-o primeiro em utensílios agrícolas e punais, depois mais direcionado para a guerra (armas, armaduras, escudos…). Fazia-o na forja, usando o fole, bigorna e o martelo, depois de submeter o metal a uma alta temperatura para o poder moldar com o martelo.

As industrias metalúrgicas vieram empurrar esta profissão para segundo plano. Profissão muitas vezes “hereditária”, que passava de pai para filho, para neto, bisneto e segue de geração em geração. Profissão de que ainda muito se poderá esperar, eventualmente com outras condições físicas, mas sem a qual não se poderá viver.

A Câmara Municipal de Alcoutim possui uma brochura cheia de informações e fotografias que pode apreciar em:

 http://cm-alcoutim.algarvedigital.pt/NR/rdonlyres/F795DD28-B63B-4C1B-A30D-5070722C7C33/0/Brochura_Casa_do_Ferreiro.pdf

 

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