É comum o Requiem de Verdi ser entendido como uma ópera que nunca o foi. Não tanto por os seus planos se terem alterado relativamente ao desígnio original, mas antes porque o compositor italiano não conseguia, por vezes, desligar o dramatismo específico da escrita operática. Movido pelo desgosto e num gesto de última homenagem, o Requiem deve a sua existência à morte de um amigo próximo de Verdi, o poeta e romancista Alessandro Manzoni, desaparecido em Maio de 1873.