EDITORIAL – A nossa rede de Cronistas

logo editorialA causa próxima deste editorial voltado para o interior do nosso blogue, coisa que poucas vezes fazemos, pois este espaço é por norma consagrado à análise do mundo que nos rodeia, a causa próxima, como dizíamos, desta reflexão diária se centrar em nós mesmos, foi a leitura da Carta do Rio, de Rachel Gutiérrez, ontem publicada – com impressões da recente viagem a Londres que aquela argonauta e nossa amiga recentemente fez. Bem escrita como sempre, bem concebida e organizada numa cadência literária que ficaria bem em qualquer revista de prestígio. E a elevada qualidade desta crónica, levou-nos a reflectir sobre o privilégio que ter uma rede de cronistas como a que temos constitui para um blogue como o nosso. Vejamos.

 A Diáspora  de Moisés Cayetano Rosado que, a partir da sua base de Badajoz, faz numerosas incursões em Portugal. e em países do Magrebe e do Mediterrâneo com preciosos estudos sobre arquitectura militar. A Carta de Paris, de Manuela Degerine, que tantas reflexões interessantes nos trazem, como as mais recentes, sobre a participação de Portugal na I Grande Guerra; a Carta de Barcelona, de Josep A.Vidal, sobre a língua, a literatura, a história  Catalunha, oferecendo-nos por vezes traduções em catalão de grandes poetas portugueses e brasileiros. A Carta de Évora, de Joaquim Palminha Silva e a Carta de Lisboa, de Pedro Godinho,dois excelentes cronistas que, das suas cidades, observam o mundo e a vida, proporcionando-nos textos de grande beleza; A Carta do Porto, com o José Magalhães a entusiasmar tripeiros e não só, contagiando-os com o seu amor à Invicta.

A Galiza como tarefa, a voz da alma galega, os problemas do país, que Ernesto V. Souza nos sabe comunicar com rigor e elegância; a Carta de São Paulo, que  Flamarion Maués, com pouca frequência, mas com grande acuidade, nos faz chegar, geralmente com a história dos dispositivos censórios que, em Portugal e no Brasil. foram instrumentos de ditaduras. Também do Brasil nos chega com A opinião de Daniel Aarão Reis, uma opinião abalizada do professor da Universidade Federal Fluminense e colunista habitual do jornal O Globo. As Crónicas do Quotidiano e o Fraternizar, de Mário de Oliveira, o famoso «Padre Mário da Lixa», Presbítero do Porto e jornalista, que não dá tréguas à hierarquia da Igreja Católica, denunciando corrupções, complots e traições aos princípios proclamados. As opiniões serenas e agudas de Pedro de Pezarat Correia, general do Exército Português e docente universitário, especializado e geoestratégia, no seu Giro do Horizonte,

Para o fim, guardámos o Mundo Cão, de José Goulão e os Biscates, de Carlos de Matos Gomes – a qualidade literária e jornalística destes dois colaboradores, potenciou de forma significativa a difusão do nosso blogue. Pode dizer-se que,em termos de audiência, há um antes e um depois de termos começado a publicar estas crónicas.

Este editorial vai já demasiado extenso. Um dia falaremos de outros grandes colaboradores deste blogue. Hoje, depois de ter lido a magnífica Carta do Rio, de Rachel Gutiérrez,  falando de Londres e da Europa, foi a vez de reconhecer o mérito dos cronistas.

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