Os do costume clamaram vitória.
Mas desta feita, mais tarde que habitualmente – que a coisa esteve tremida – e de forma mais comedida – que os resultados não foram brilhantes. É repetir que ficaram em primeiro, que ganharam, e passar à frente sem grandes declarações nem festejos.
As grandes alternadeiras inquietam-se. A coisa já não é mais, simplesmente: agora vou eu depois vais tu, mas sempre nós.
Os sistemas eleitorais, nos respectivos países, favoráveis aos já instalados – que os desenharam e ajustam – permitiram-lhes manter o poder, mas as maiorias são cada vez mais curtas perdendo votos em cada nova eleição. Aguentaram à justa e da próxima não se sabe que surpresa podem ter.
O conservadorismo, por definição, resiste melhor à mudança. A social-democracia é a grande decepção e declínio, nela as pessoas já não vêem o social e a democracia. Para mais a utopia internacionalista dos Estados Unidos da Europa perdeu a atração na crise e no directório prussiano.
O apoio a novas forças – que se afirmam tanto mais quanto marcam diferenças dos políticos e das políticas do costume – continua a crescer mostrando que há cada vez mais quem queira outra coisa.
Porque seria Portugal uma excepção?
Virão da direita ou da esquerda mas os novos bárbaros já vêm à caminho para derrubar as portas do condomínio da Nova Roma. E estão cada vez mais perto.


Se nos soubermos preparar-nos estudando com afinco como as sociedades eficientes(Dinamarca, Suecia, Finlandia..) resolvem a fragmentação politica não prejudicando o desenvolvomento do país e acabando por nomear governos, teremos evoluido para a frente. Será que os nossos candidatos a capangas conseguem aprender linguas apesar de velhos?.