CRÓNICAS DO QUOTIDIANO -“QUE É DOS ÓRGÃOS MÁXIMOS DO ESTADO?” – por Mário de Oliveira

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Bem se pode dizer que o país está sem governo. Sem presidente da República. Sem Assembleia da República. Os chamados órgãos máximos do Estado português há muitos meses que não existem para os fins que a Constituição da República lhes atribui. Estão todos absorvidos na campanha eleitoral para as próximas eleições legislativas. O pouco tempo que lhes sobra é ocupado com outra campanha, a presidencial, que se segue às legislativas. Os candidatos a PR são já mais do que muitos. Todo o bicho careta, nado e criado em Portugal, acha que tem perfil para ser PR. O que nem é de estranhar. Se o Aníbal, com a sua Maria, a dos presépios, serviu para exercer o cargo em dois sucessivos mandatos, qualquer outro bicho careta que lhe suceda, tem francas possibilidades de ser melhor PR do que ele. Vale tudo, até tirar olhos. Não só em Portugal. Também nos restantes estados da UE. É um fartar, vilanagem. Todos os partidos com assento parlamentar e os novos partidos, candidatos a um ou mais lugares no Parlamento, estão, nesta altura, manifestamente reduzidos a dois, melhor, três sob a forma de dois. Concretamente, o CDS, de PP, que leva pela trela o PSD, de PC, e o PS, de António Costa. Desde que a troika deixou oficialmente o país, à espera de em breve ser convidada a regressar, para levar o pouco que ainda resta de Portugal, é notório que tudo o que o actual governo, liderado pelo vice-primeiro-ministro, PP, com o primeiro-ministro, PC, como porta-voz, pensa, projecta, decide, visa exclusivamente conseguir perpetuar-se por mais quatro anos no poder. Neste desmando sem igual, nem os chamados partidos de esquerda fazem a diferença. Estão tão obcecados em conquistar mais lugares ou em manter os que já detêm, que não querem saber das populações para nada. E ainda há quem pense que é pela via do poder e dos votos que vamos lá. Podemos ir, mas para o abismo. A História é o que nos revela. Não vemos?!

5 Junho 2015

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