Estranha decisão de D. Manuel Quintas, Algarve
Então não é que o bispo prefere a S.ª da Piedade à S.ª de Fátima?!
Ao contrário do seu remoto predecessor, D. Marcelino António Maria Franco, bispo do Algarve que, em 13 de Maio de 1929, ainda o “teatrinho das aparições” não havia sido reconhecido pelo Bispo de Leiria, como digno de fé católica, já ele promove uma peregrinação de todo o Algarve a Fátima, o actual Bispo D. Manuel Quintas propõe-se escrever ao papa Francisco a pedir – calculem o quê?! – que reconheça Nossa Senhora da Piedade como copadroeira da Diocese, em parceria com o diácono e mártir São Vicente.
É caso para perguntar, Mas o que se passa na cabeça do bispo que, quando estão aí a chegar os 100 anos das “aparições” de Fátima, prefere a Sª da Piedade à Sª de Fátima, como copadroeira da sua Diocese? E o que fica a fazer o pobre do diácono São Vicente – mas então nem ao menos bispo?! – mais lenda do que realidade histórica, na companhia de tamanha eminência divina, que dá pelo título de Sª da Piedade? E não há quem chame à razão o bispo Manuel Quintas, para semelhante desvio e semelhante desfeita à toda-poderosa Sª de Fátima, para cúmulo, nos 100 anos da sua existência, por obra e graça do clero de Ourém e do senhor Thedim, artesão da Trofa, que fez o molde da inábil imagem e passou a ganhar muito dinheiro com as sucessivas reproduções?
O mais curioso é que, chamados a pronunciar-se sobre tão magna (!!!) questão pastoral, os membros do Conselho Presbiteral da diocese do Algarve pronunciaram-se por unanimidade a favor da decisão do seu bispo. Se se trata de um desejo do seu bispo-patrão da empresa Diocese, iam eles, seus subalternos, contrariá-lo? Nem pensar. Um desejo do seu bispo é, para eles, igual a um desejo de Deus, o deles, clérigos, nos antipodas do Deus de Jesus, da humanidade, dos povos das nações
Por este andar, a Sª de Fátima que se cuide, porque, se a moda pega, qualquer dia tem à perna todas as outras nossas senhoras, com os nomes mais estapafúrdios. Nomeadamente, aquela que dá pelo nome de Nª Sª da Boa Morte. E esta sim é uma rival de peso. Porque não há nada como uma boa morte para acabar de vez com toda esta indecência moral, teológica, eclesial de cultos e mais cultos a nossas senhoras disto e daquilo. Somos já do terceiro milénio, mas, pelos vistos, os clérigos católicos e o próprio papa Francisco insistem em manter populações inteiras, paradas nos primitivos tempos da Humanidade, o do matriarcado, quando as míticas deusas virgens e mães eram as rainhas e destronavam todos os deuses machos.
O mais chocante é que, pelos vistos, não são só populações inteiras que permanecem nos míticos cultos mais primitivos da humanidade. Também os bispos católicos do país, os párocos e até o papa Francisco fazem questão de continuar a navegar nessas águas do primitivo paganismo religioso. Ou essas águas não se prestem às mil maravilhas para justificar e encobrir todos os desmandos cometidos por eles e demais elites privilegiadas laicas que sempre estão aí ao comando das vidas das populações. As quais, por força desses míticos cultos, ainda são levadas a idolatrar os seus opressores, uma vez que eles próprios se lhes apresentam como escolhidos pelas deusas, pelos deuses para essa função e impõem-se-lhes como os seus representantes na terra.
É uma dor de alma constatar do que foi capaz e continua ainda hoje a ser capaz, a hierarquia católica, só para perpetuar o seu domínio sobre a mente-consciência das populações. Desce aos níveis mais rascas do sub-humano. Sem quaisquer escrúpulos. O pior é que, os seus membros, formatados, desde cedo, pelas catequeses, escolas, universidades e demais instituições do poder, para assumirem estes papéis de “guias” nas sociedades, já nem se dão conta dos crimes de lesa-humanidade que permanentemente cometem. E como os seus ouvidos-olhos são surdos-cegos pela ideologia do poder, não há maneira de se converter, isto é, de mudar de ser, de Deus. Pelo contrário, até se organizam como um só contra todos os mensageiros, elas e eles, do Deus de Jesus e dos povos que, na maior das suas fragilidades, lhes anunciam o Evangelho da libertação-humanização que praticam no seu dia a dia. De modo que só mesmo a morte, ao chegar, os resgata dos seus viveres de mentira e de crime institucionais.


MAIS UM HILARIANTE TEXTO QUE COM MUITO HUMOR NOS FAZ PENSAR EM COISAS MUITO SÉRIAS E NA GRANDE PALHAÇADA QUE SE DESENROLA POR TODO O LADO E HÁ TANTO TEMPO. INCRÍVEL NO SÉCULO XXI AINDA HAVER TANTO PRIMITIVISMO! A PROPÓSITO, O PADRE MÁRIO SABIA QUE O BISPO DO ALGARVE É NATURAL DO DISTRITO DE BRAGANÇA E QUE É MUITO AMIGO DO FAMOSO BISPO DE LÁ? EHEHEHEHEH!!!