Os povos das nações nascem, vivem, morrem caídos nas mãos dos bandidos políticos (cf. Lucas 10, 25-37). As minorias espertalhonas das sociedades, também as de Portugal e da União Europeia, saem-nos reiteradamente ao caminho da vida, enchem-nos de pancadas – impostos, leis absurdas, desprezos de toda a ordem, escravatura sexual-laboral, salários mínimos, guerras sucessivas, religiões-futebóis imbecis – e deixam-nos meio-mortos por aí, no maior dos desamparos. Com o rótulo de Lixo, Excedentários, Iletrados, Analfabetos, Excomungados da mesa dos bens da terra que, originalmente, são de todos os povos, mas que as minorias declaram sua propriedade privada. Desde o início, são assim as sociedades, fundadas na idolatria religiosa-financeira. Tenho de reconhecer que o aparecimento do judeo-cristianismo-islamismo, respectivamente há uns 30, 20, 14 séculos, só veio piorar as coisas. Acaba, neste início do terceiro milénio do cristianismo-islamismo, quarto milénio do judaísmo, de atingir o grau máximo da degradação das sociedades, com a Ciência e todo o Saber ao seu inteiro serviço. Contra os povos das nações, reduzidos à condição de vermes rastejantes. Dos bandidos políticos, fazem parte todos os intelectuais que não se atrevem a ser orgânicos com os povos. Preferem ser orgânicos com as minorias dos privilégios. Acabam iguais a elas, porventura, piores do que elas, eunucos ao seu inteiro serviço. Incluem-se neste núcleo, os sacerdotes-pastores das religiões, os núcleos duros dos partidos políticos, empenhados em integrar a pirâmide do poder, se possível, o topo. Ora, é da verdade, sempre silenciada-crucificada: Enquanto não forem os povos organizados uns com os outros ao modo dos vasos comunicantes a gerir as próprias vidas e o planeta, as respectivas nações continuarão aí de mal a pior. Só que esta revolução antropológica-teológica exige intelectuais dispostos a descolar dos bandidos políticos e a fazer-se orgânicos com os povos. Que é deles?
8 Junho 2015

