As nações mais importantes da Europa Ocidental, em volume de riqueza e em força militar, desde o fim da Segunda Guerra Mundial que têm desenvolvido iniciativas destinadas, alegadamente, à união e integração entre elas, para se fortalecerem económica e politicamente. Conseguiram que as nações europeias de menor poderio e riqueza as seguissem, e vieram em conjunto a formar o que é hoje a União Europeia.
Desde a primeira hora que houve quem chamasse a atenção que aquelas iniciativas, mais do que visarem o aumento da democracia e do bem-estar dos povos das nações nelas directamente envolvidas, apontavam ao reforço do confronto com o bloco situado a leste da Europa, e que tinham como objectivo estancarem o avanço do comunismo e do socialismo no Ocidente e não só. Por outro lado há largos anos que se assinala que são as empresas multinacionais quem tem tirado maior benefício da formação das zonas de livres trocas e da Comunidade Económica Europeia. A maior parte delas tem sede nos Estados Unidos, e há 48 anos que o político e jornalista francês Jean Jacques Servan Schreiber (1924 – 2006) escreveu O Desafio Americano, sobre esta matéria.
O TTIP/TAFTA vem na sequência desta caminhada. Os Estados Unidos têm celebrado tratados semelhantes com países da América e da Ásia, mas o estabelecimento de um acordo de livre comércio com a Europa será o coroar dos esforços da superpotência para consolar o seu poderio, incontestado no plano militar, mas ultimamente um tanto abalado no campo económico. A imposição da desregulamentação nos campos do trabalho, do ambiente, da saúde e sanidade, será desastrosa para os países europeus, nomeadamente para os mais pequenos e frágeis como Portugal. Politicamente acelerará a redução da Europa à condição de protectorado.
Propomos que usem os links seguintes para mais informação:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4613645&page=-1
https://www.facebook.com/events/439429669569372/

