EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA DA GEÓGRAFA SUZANNE DAVEU, NA BIBLIOTECA NACIONAL, LISBOA, ATÉ 31 DE AGOSTO

No ano em que completa 90 anos, a BNP homenageia a geógrafa franco-portuguesa que há cerca de 50 anos vem desenvolvendo a sua actividade científica em Portugal, com uma mostra sobre a sua vida e obra.

A vida profissional de Suzanne Daveau, como geógrafa, decorreu em três espaços geográficos distintos: em França, onde se iniciou na década de cinquenta do século XX, nas Faculdades de Letras e Ciências Humanas das Universidades de Besançon e Reims, e no CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique) onde colaborou em vários projectossuzanne_daveau2_g científicos; no Senegal a partir de finais dos anos cinquenta e até meados da década de sessenta, na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de Dakar e em Portugal, onde se fixou a partir do ano em que casou com Orlando Ribeiro, em 1965.

Muito embora Suzanne Daveau nunca tenha perdido o contacto com França, seu país de origem, e, por razões profissionais e emocionais, com o Senegal, foi em Portugal que desenvolveu a parte mais significativa da sua actividade científica.

O seu percurso profissional no nosso país iniciou-se em 1966, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), como Directora de investigação, no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG), tendo passado a fazer parte do corpo docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), como Catedrática Convidada, a partir de 1970. Foi neste enquadramento institucional que desenvolveu a parte mais significativa da sua reconhecida e profícua carreira científica, no decurso de meio século, que conta com mais de três centenas de publicações e, entre outros, com o reconhecimento oficial dos títulos de Chevalier de l’Ordre du Mérite Sénégalais (Senegal, 1964), Chevalier de l’Ordre National du Mérite (França, 1981) e Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada(Portugal, 2002) e, ainda, com o título académico de Doutora Honoris Causa, conferido pelas Universidades de Lisboa (1997), Coimbra (1998) e Porto (2001).

É de salientar que a partir de inícios da década de noventa (no âmbito do Protocolo de Cooperação entre a BNP e o CEG) a BNP passou a contar com a sua inestimável colaboração, em várias actividades relacionadas com o estudo e a divulgação da documentação cartográfica e com o espólio científico de Orlando Ribeiro, que se encontra em depósito nesta Instituição.

 

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