Na Abadia do Palácio Foz dias 25 e 26 de Junho Teatro “Mariana”

TEATRO NA ABADIA DO PALÁCIO FOZ dias 25 e 26 de Junho às 19,00

TEATRO – “MARIANA”

mariana

“MARIANA” adaptação e representação de Isabel Milhanas Machado

Mariana Alcoforado (1640 – 1723) foi uma freira do Convento da Nossa Senhora da Conceição (Beja) e suposta autora de Cartas Portuguesas, publicadas pela primeira vez em francês em 1669. Mariana, estreada em 2014 no Espaço Ribeira, em Lisboa, numa versão curta, é uma adaptação dessas cinco cartas. Uma peça que evoca a imagem de uma mulher apaixonada, abandonada na solidão de um quarto vazio, incendiado apenas pela luz sufocante de um candeeiro. É talvez a representação de uma Mariana hoje, afinal de todas as Marianas que hoje existem, como há séculos atrás. Alguém que procura e lembra um amor passado ou, se quisermos, um amor que nunca existiu. Mariana é, sobretudo, um olhar contemporâneo, actual, sobre um símbolo histórico da literatura portuguesa.

Fazer teatro. Esta coisa tão estranha que parece próxima, que parece distante, que nos afasta, que nos aproxima. O teatro, que eu amo. A paixão escondida, semeada em casa pelos pais, pelos irmãos, pelos amigos. A escola, o regresso à infância. As tábuas, os aplausos. Isto, o teatro. Confundido pela sedução fugaz dos cursos superiores, da licenciatura, do jornalismo. O voltar à raiz, ao amor. Fazer teatro. Esta noite, Mãe, é esta noite. Mariana é isto.
IMM

Textos de apoio:
Uma inquietação a subir à superfície, no escuro da sala cheia. Uma ondulação das palavras que na voz de Isabel se revestem não só de actualidade como de uma qualidade intemporal, não restrita a um lugar, a um tempo, até um corpo (…) uma incorporação, um tornar seu que nos afasta das palavras escritas por Mariana Alcoforado e nos leva às palavras de Isabel, que nos devolve a Mariana por ser sempre a si que retornam as suas palavras sem resposta. (…) murmúrio cíclico que lembra Beckett e a sua incessante boca… baixinho, baixinho, até desaparecer.
Brígida Paiva (Espectadora)

Dissipada a esperança, fica a certeza de um não retorno prometido e a solidão espelhada na luz escura que acaricia e ilumina o rosto (…) é Mariana, uma qualquer Mariana. a-temporal, como todos os sentimentos ali tão perfeitamente retratados. Filipa Soares (Espectadora)

Biografias:
ISABEL MILHANAS MACHADO – N. 1992. Natural de Lisboa, é licenciada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estagiou no Diário de Notícias, na Companhia ARTISTAS UNIDOS como assistente de comunicação e promoção e assumiu a função de assistente de produção executiva na Companhia Clara Andermatt entre Outubro 2013 e Fevereiro 2015. Em 2009 funda, com alunos do Liceu Camões e a actriz Tânia Alves, o colectivo teatral Telhado de Zinco Frio, financiado pelo Programa INTERVIR da CML. Tem o curso de sonoplastia de espectáculos da Culturgest.

NELSON P. FERREIRA – Natural do Funchal, onde residiu até ingressar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2009, onde viria a licenciar-se em História e partilhar a direcção d’Os Fazedores de Letras. Em 2015 e após 7 anos de edições digitais regulares, vê o seu projecto musical AVOIDANT integrar uma das exposições do prestigiado FILE Festival, em São Paulo. É também no presente ano que concretiza a produção da curta-metragem Sintoma de Ausência, presente no Short Film Corner do Festival de Cannes, da qual é co-autor do guião. Faz o apoio técnico de “MARIANA” desde o início do projecto.

ANDREÍNA MELO – Nasceu na Venezuela no ano de 1989. Vive em Azenhas do Mar desde os 7 anos. Licenciou-se em Comunicação e Cultura na Faculdade de Letras de Lisboa. Trabalhou em rádio e colabora com diversos projectos literários, nomeadamente o jornal Os Fazedores de Letras. Actualmente, é professora de Inglês. No projecto “MARIANA”, assume a função de assistente de comunicação/promoção.

Entrada Livre

Duração – 30 minutos

LOTAÇÃO LIMITADA AO ESPAÇO

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