Manuel Salgado, distinto arquitecto, responsável por obras valorosas (valorosas não só à maneira de Camões), vereador da Câmara de Lisboa desde 2007, responsável do pelouro de urbanismo e planeamento estratégico da autarquia, o outro dia, salvo erro, completaram-se no domingo passado oito dias, numa reunião partidária, levantou a ideia de que a estação ferroviária de Santa Apolónia deveria transformada numa zona verde com ligação ao Tejo. Citando o Diário de Notícias, terá dito qualquer coisa como:
“Pensando no longo prazo, é uma área com enorme potencial” para acolher um espaço verde, afirmou Manuel Salgado, relacionando-o com a possível concretização do porto de contentores do Barreiro, o que permitiria “desativar a área portuária em conjunto com uma reorganização da área ferroviária” na capital.
Portanto, a velha estação de caminho de ferro, inaugurada em 1865, já referenciada n’Os Maias, sem dúvida que uma das principais ligações do país, que, apesar da concorrência, leva todos os dias milhares de passageiros desde Santarém e Tomar, e mesmo desde Coimbra e do Porto, até ao centro de Lisboa, estará obsoleta, segundo pensa Manuel Salgado, que incluiu a sua ideia numa visão de futuro.
Levou dez anos e custou muito dinheiro a construir a linha de metro que a liga à Baixa. Em conjunto com o Rossio e o Cais do Sodré, é um valiosíssimo apoio ao combate ao despovoamento do centro de Lisboa, tão lamentado em tantas instâncias. E a melhor alternativa ao excessivo número de automóveis que todos os dias invade a cidade, porque não há transportes públicos capazes. Santa Apolónia resistiu ao incompreensível desprezo pelo combóio, que tantos problemas causou ao país. Poderá prestar serviços ainda maiores, se forem melhor aproveitadas as suas potencialidades, e mais cuidadas as condições prevalecentes e desenvolvidos os apoios no interior e no exterior da estação.
Leiam mais em:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4636348&page=-1
http://pombaldomarques.blogspot.pt/2015/06/lisboa-santa-apolonia.html


Quem diz tinto diz branco. Elogiar outro membro da vereação lisboeta parece querer fazer troça dos alfacinhas. Como lhe descobriram os méritos arquitectónicos? CLV