ANDRÉ BARBA, EM LISBOA, NO INSTITUTO CERVANTES, DE 22 A 25 DE JULHO

«Talvez fosse essa uma das piores tragédias do palhaço: a de que toda a gente desejasse constantemente que o palhaço fizesse de palhaço sem descanso, até ao fim dos tempos.»

22.7 andré
Andrés Barba, eleito pela revista Granta como um dos melhores ficcionistas de língua espanhola da sua geração, volta a ser publicado em Portugal com Na Presença de Um Palhaço, a 6 de julho. No seu mais recente romance, Barba reforça o seu «mundo de intenções perfeitamente fechado e uma mestria rara na sua idade», que surpreendeu Mario Vargas Llosa.

O autor estará em Lisboa entre os dias 22 e 25 de Julho para a apresentação da edição portuguesa do livro, cujo lançamento  vai decorrer  no dia 23 de Julho, pelas 18.30, no Instituto Cervantes.

O cientista Marcos Trelles prepara-se para publicar um artigo numa importante revista da especialidade, mas terá de anexar uma curta biografia de trezentas palavras. Nas duas semanas de que dispõe para a escrever, viaja com a esposa até à casa da sogra, falecida um ano antes, para resolver de vez o problema da herança. Na mesma altura, regressa a Espanha Abel, o cunhado, que pretende vender a casa da mãe e desfazer-se da última coisa que o liga ao país onde nasceu. Célebre comediante já reformado, foi ele quem, anos antes, empreendeu uma campanha política que elegesse um manequim para o Congresso, como forma de desmascarar o teatro político que nos subjuga.

Quem sou eu? Esta interrogação desafia Marcos a encontrar, no caos do nosso quotidiano de austeridade e desemprego, uma possibilidade de ordem dentro de sim, mas igualmente dentro de um país despedaçado. Neste romance,  a prosa limpa de Andrés Barba esconde a navalha com que se escalpeliza o espetáculo da política.

Na Presença de Um Palhaço junta-se assim aos títulos Elsinore na procura de títulos de excelência e de autores que é urgente descobrir. Ao longo de 2015, a 20|20 Editora continuará a apresentar a sua nova chancela com o lançamento de mais títulos, cada um deles sem fronteiras de género, região ou época.

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