PROJECTO ADAMASTOR – O LIVRO DIGITAL AO NOSSO SERVIÇO por Clara Castilho

livrolivros22O mercado do livro digital, que nos últimos anos tem vindo a crescer significativamente no estrangeiro, começa agora a desenvolver-se no nosso país, beneficiando da descida de preço dos eReaders e da proliferação dossmartphones e tablets. No entanto, estratégias editoriais à parte, tal desenvolvimento está limitado pela insuficiente oferta de títulos em português, num formato apropriado para leitura nesses dispositivos electrónicos.

Neste sentido, o Projecto Adamastor tem como principal objectivo atenuar essa escassez através da criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público, obras essas que serão disponibilizadas de forma gratuita e em formato EPUB, sem qualquer tipo de restrição.

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Tal não significa que o projecto se resuma à mera conversão de textos disponíveis online, bem pelo contrário: os colaboradores do Projecto Adamastor procuram acrescentar valor através de uma revisão cuidada de cada obra, de modo a minimizar o número de erros e a atingir uma versão fiel ao original, actualizada de acordo com a ortografia vigente. Tudo isto acompanhado por um design atractivo.

Podem encontrar-se a lista completa das obras disponibilizadas pelo Projecto Adamastor, com filtros que permitem a ordenação por título, tipo de ficheiro ou número dedownloads, para além de uma caixa de pesquisa que facilita a busca por um livro ou autor específicos.

Websites

Um conjunto de hiperligações para websites que disponibilizam eBooks gratuitamente. Não se trata de uma lista exaustiva, nem tal seria possível dada a quantidade de websites do género existentes na internet, pelo que será alvo de actualizações sempre que necessário. Podem contribuir com as vossas sugestões na caixa de comentários.

Em Português

Biblioteca Nacional Digital; Biblioteca Digital Camões; Alma Mater; Biblioteca Digital da Faculdade de Letras do Porto; Hemeroteca Digital; Domínio Público; Virtual Books

Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Em Inglês

Project Gutenberg; Europeana; Google Books; Open Library; World Digital Library; University of Michigan collection; The Oxford Text Archive; The Free Library

Free-ebooks.net

Scribd; Feedbooks; ManyBooks.net; Issuu

http://projectoadamastor.org/

2 Comments

  1. Tengo confianza, desde hace ya bastantes años, en los e-books, pese a que las necesidades de rentabilizar rápidamente estas nuevas plataformas hayan mutilado un buen número de sus potencialidades. Pero, hay que tener en cuenta que son varios los frentes abiertos: no está resuelto el modelo de comercialización de los contenidos ni existe un patrón de tratamiento editorial específico de los mismos; no existen garantías sobre el equilibrio i la compatibilización de los intereses y derechos de propiedad… Y existen algunas prevenciones que no pueden pasarser por alto: no hay nada que sea gratis, y cuando hablamos de “gratuidad” estamos obligados a saber quién paga la fiesta. Porque alguien la paga. Creo, además, que los pagadores suelen ser dos: el consciente y el inconsciente; es decir, el que invierte para obtener beneficios en este producto específico, y el que es usado para esos mismos fines sin saberlo. Me temo que muy frecuentemente autores y lectores estamos en el bando de los que pagamos inconscientemente. Inconscientes del pago en sí mismo y de la moneda con que pagamos la transacción.

  2. Pelo menos no que se refere a obras de domínio público, incluindo numerosas obras clássicas – muitas delas de difícil acesso – há instituições que as facultam, digitalizadas, em versões perfeitamente fiáveis, algumas vezes reproduzindo os originais.
    Não me parece que, nestes casos, haja qualquer pagamento escondido, a não ser que se contabilize o custo do funcionamento de instituições estatais, ou das subvenções públicas a projectos e instituições culturais, no que me parece ser um bom uso dos dinheiros públicos.
    Usei esse recurso para aceder a variadas obras de autores estrangeiros, para o programa de poesia que tive na Antena 2 da RDP, durante muitos anos. Li boa parte da interessantíssima “Vita” de Benvenuto Cellini (que aproveitei, também, para complementar os comentários da transmissão da ópera de Berlioz, no mesmo canal), na versão original, graças a uma destas instituições, no caso, italiana: aliás, felizmente para mim, os italianos são dos que, neste domínio, têm uma trabalho de disponibilização da sua literatura assaz notável.
    É preciso é assegurarmo-nos de que se trata de sítios que não vivem apenas da boa-vontade de uns tantos entusiastas, por vezes não apoiada por indispensáveis saber e cultura, o que leva a versões erradas, alteradas, distorcidas, o que se repercute na disseminação incontrolável do erro pela “rede”.
    Quanto às várias hiperligações divulgadas pela Clara, acrescento que as referidas como “em inglês” incluem, em diversos casos, livros noutras línguas. Ás vezes, há algumas boas surpresas.

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