EDITORIAL – o fascismo anda à solta no Estado espanhol

logo editorialNuma freguesia do centro de Madrid, a “parroquia” dos Jerónimos, no passado Domingo dia 18, aniversario da invasão fascista do território da República Espanhola, o padre louvou o golpe militar numa missa pelos que caíram por Deus e por Espanha na sequência do golpe de 1936. O padre pediu que um homem valente «como os de antanho dê um passo em frente». A democracia, ou seja aquilo a que se chama democracia no mundo ocidental, permite que movimentos de extrema-direita que, se atingissem o poder suprimiriam todos os direitos e garantias que as constituições dos estados democráticos consignam, se exprimam livremente. É uma coerência que, lamentavelmente, não existe noutras áreas. No Sábado, 18 de Julho passou o 79º aniversario da invasão do território da República Espanhola pelo exército de África sob as ordens de generais que haviam jurado fidelidade ao regime saído da vontade dos cidadãos eleitores. Um pormenor – o estandarte de Cristo erguido contra a bandeira tricolor da República era transportado por soldados marroquinos, quase todos eles fiéis ao Islão.

No passado sábado, como aliás tem acontecido em anos anteriores, na igreja dos Jerónimos, perante cerca de uma centena de pessoas, foi celebrada missa em honra dos “caídos por Dios y por España”. Presente,  Jose Luís Corral, líder do Movimento Católico Español e do Nudo patriota Español, um   de los partidos que integram a coligação de extrema- direita La España En Marcha. O sacerdote na sua homilía, louvou a levantamo que acabou com o comunismo, “uma ideologia do diabo, lamentando que “o germen dessa ideología que se instaurou em Espanha após a muerte de Franco não tenha sido erradicado. Na sua opinião está agora mais vivo do que nunca, adindo aos movimentos independentistas e ao Podemos.- em 18 de Julio de 1936, as emisSoras de rádio anunciavam um levantamento em África. À frente deste movimento estava um jovem general, Francisco Franco Bahamonde. O “alzamiento” foi necessário, pois Espanha estava em perigo, uma ideologia vinda do inferno queria estrangular a patria – o comunismo”. […] O comunismo foi vencido, foi esmagado. […] mas o seu germen nunca foi destruído e como serpente que se arrasta pelo chão ficou esperando poder terminar o seu trabalho o que só conseguiu quando faleceu o último grande estadista católico espanhpl – o caudilho Franco. O padre lamentou a mal entendida liberdade que a democracia trouxe- E lamentou que na actualidade não haja nenhum homem valente como os de antanho que dê um passo em frente pela actual situação do Estado espanhol.

Terminada a missa, fora do templo mas ainda dentro do recinto da igreja, os assistentes desdobraram bandeiras da Falange, do Movimento Católico Espanhol e de mão estendida cantaram o Cara al Sol, gritando vivas a Espanha, a Franco e a Primo de Rivera. É uma cena patética com velhas múmias animadas por um sabujo que por debaixo da prima tonsura alberga todo o lixo ideológico libertado pela baba viscosa da serpente fascista que, arrastando-se pelo chão das sacristias, ainda espera terminar a missão que há oito décadas «homens valentes» como Mussolini, Hitler, Franco e Salazar empreenderam. A” mal entendida liberdade” permite que em seu nome e ao abrigo da sua estúpida generosidade, vermes como o pároco dos Jerónimos de Madrd infectem a atmosfera com o seu ódio à democracia

Fazia falta um homem valente que desse um passo em frente e esmagasse a cabeça da serpente fascista…

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