A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Numa freguesia do centro de Madrid, a “parroquia” dos Jerónimos, no passado Domingo dia 18, aniversario da invasão fascista do território da República Espanhola, o padre louvou o golpe militar numa missa pelos que caíram por Deus e por Espanha na sequência do golpe de 1936. O padre pediu que um homem valente «como os de antanho dê um passo em frente». A democracia, ou seja aquilo a que se chama democracia no mundo ocidental, permite que movimentos de extrema-direita que, se atingissem o poder suprimiriam todos os direitos e garantias que as constituições dos estados democráticos consignam, se exprimam livremente. É uma coerência que, lamentavelmente, não existe noutras áreas. No Sábado, 18 de Julho passou o 79º aniversario da invasão do território da República Espanhola pelo exército de África sob as ordens de generais que haviam jurado fidelidade ao regime saído da vontade dos cidadãos eleitores. Um pormenor – o estandarte de Cristo erguido contra a bandeira tricolor da República era transportado por soldados marroquinos, quase todos eles fiéis ao Islão.