Enquanto a Grécia de Tsipras se afunda cada vez mais no euro e nas suas assassinas ajudas financeiras, sem que o estado português aprenda a lição, o que perfaz a maior cegueira política dos respectivos governos de turno, a Senhora de Fátima cega, surda, muda, anda de diocese em diocese a congregar populações que, em lugar de evangelizadas, são aliciadas a despejarem sobre ela toneladas e toneladas de frustrações que lhes voltam de recochete, muito mais agravadas, sem nunca se aperceberem de que todo o seu sofrimento tem causas históricas, por isso, é da responsabilidade das sucessivas minorias privilegiadas que as dominam, de geração em geração. Os bispos e os párocos católicos que a tudo presidem, numa nova versão da sacrílega comunhão entre o trono e o altar, materializado, agora, nas câmaras municipais/ juntas de freguesia, são assassinos políticos das populações, sem que estas cheguem a dar-se conta, de tão esmagadas que vivem no fundo da pirâmide social. Chega a causar calafrios e vómitos, semelhante concubinato eclesiástico-político, em vésperas de mais umas eleições legislativas, em Outubro. A criminosa Senhora de Fátima que abençoou Salazar, a ditadura, a pide, as prisões políticas, as inomináveis torturas aos presos políticos em Peniche e no Tarrafal, a criminosa Guerra Colonial em África, continua aí a anestesiar impunemente este país caido na mais intolerável das ditaduras – a ditadura democrático-financeira que o Senhor Euro e o Senhor Dólar impõem aos povos da Europa, do Ocidente, do mundo. Como sobejamente revela o meu novo Livro FÁTIMA S. A. Seda Publicações, 3ª edição Julho 2015, 1ª edição, Maio 2015, tudo não passa duma tosca e criminosa encenação do clero de Ourém, em 1917, agravada, a partir de 1935, pela famigerada dupla Salazar-Cardeal Cerejeira. Pobres gentes que tais governantes têm e, hoje, para cúmulo, ainda são levadas a legitimá-los pelo seu voto nas urnas!
23 Julho 2015
