OS NOSSOS CAVAQUINHOS NO GUINESS? POIS É! por clara castilho

Com o objectivo de entrarem no Guiness, juntaram-se 500 cavaquinhos num concerto. Foi uma iniciativa do Colégio Apostólico da Imaculada Conceição (CAIC) que  procurou bater um recorde mundial e juntou mais de 500 cavaquinhos a tocar a mesma música. Foi dia 6 de Junho, em Cernache.

Decorria de uma iniciativa da Associação Cultural Museu Cavaquinho, de que é presidente o músico Júlio Pereira e que programou a exposição “O Cavaquinho – 70 Cavaquinhos, 70 artistas”, com 70 instrumentos transformados por 70 artistas plásticos. Vai daí, a associação de estudantes do referido colégio, onde se estuda a prática do cavaquinho,  lembrou-se de tentar a entrada para o Guiness, o que  é dado como garantido, por se ter ultrapassado, em muito, o número mínimo de tocadores exigido pelo Guiness, que era de 250 instrumentistas.

Além do músico Júlio Pereira, estiveram presentes, entre outros, grupos de cavaquinhos do Marquês (Porto), Oliveira do Hospital, Mealhada, Albergaria de Cima, Almada, Ferreira do Zêzere, Viseu, Odemira, Sintra, Lousada, Santarém, Braga, Ponte de Sôr e Alcobaça, bem como de um grupo da Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra.

Museu Cavaquinho Expo

A referida exposição já passou por diversos  Municípios (atingindo dez) – BRAGA, COIMBRA, FUNCHAL, GUIMARÃES, HORTA, LISBOA, PORTO, S.ROQUE DO PICO, VIANA DO CASTELO e VILA FRANCA DO CAMPO.

Desde a sua constituição que a Associação vem contando com o apoio de artistas plásticos conceituados entre os quais Pedro Cabrita Reis, Júlio Pomar e Julião Sarmento. Desta ligação nasceu a ideia de produzir uma exposição tendo a Associação, para tal, convidado 70 artistas – a maioria jovens criadores – de vários pontos do País propondo a cada um deles um cavaquinho como suporte de intervenção plástica.

Após a realização nas cidades referidas, a Exposição ficará disponível a todas as instituições de Portugal e estrangeiro que a requisitem.

A sua preparação foi possível através do patrocínio inicial da fábrica industrial de instrumentos musicais – APC –, a que se juntou a fábrica artesanal – Artimúsica – e dez artesãos individuais: Alfredo Machado, António Faria Vieira, António Monteiro, Carlos Jorge Pereira Rodrigues, Domingos Machado, Fernando Meireles, José Gonçalves, Mário Estalisnau, Nuno Russel e Víctor Félix que construíram os restantes cavaquinhos para serem intervencionados pelos artistas plásticos. O espaço expositivo foi desenhado por Salomé Nascimento.

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