A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Hatherly foi professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde cofundou o Instituto de Estudos Portugueses. Foi também uma das fundadoras do PEN Clube Português”.Em 1976, representou Portugal na Bienal de Veneza com o filme “Revolução” sobre os cartazes e graffitis da revolução de Abril. Ana Hatherly iniciou a carreira literária em 1958, tendo publicado nos primeiros anos as obras “Um ritmo perdido” e “As aparências”. Integrou o grupo da revista “Poesia Experimental” (1964, 1966). Alguma obras: “Eros frenético” (1968), “Anagramas” (1969), “A dama e o cavaleiro” (1960), a série “Tisanas”, “Rilkeana”, “A mão inteligente” e “O cisne intacto: Outras metáforas – Notas para uma teoria do poema-ensaio”- Dedicaremos um texto especial dedicado a Ana Hatherly.
Pois, mas a sua morte não mereceu a mais pequena referência no Jornal da Noite da SIC, que acabei de ver. O canal do dr. Balsemão, que se sentiu honrado por um dia lhe terem chamado “o Berlusconi português”, só dá tempo de antena à rapaziada da bola e ao dr, Marques Mendes – porta-voz oficioso do governo do tio Francisco. Ana e a sua obra foram sempre grandes demais para um país de gente tão pequenina…
soares novais