A Avaaz é um movimento feito por pessoas comuns: a organização é 100% financiada e conduzida por seus membros. Não aceitam dinheiro de governos, empresas, fundações nem grandes doadores, e as decisões sobre as campanhas nas quais actuam são tomadas em conjunto.
Recentemente, a Avaaz fez um apanhado das iniciativas tomadas e das vitórias alcançadas:
A) Ajudamos a garantir o primeiro plano europeu sobre imigração
Depois que milhares de pessoas em busca de asilo morreram afogadas no Mar Mediterrâneo no início deste ano, finalmente a Comissão Europeia propôs um Plano de Imigração para fazer com que todo o continente compartilhe a responsabilidade por resgatar, reassentar e relocar refugiados. Entramos em ação para apoiar a iniciativa da seguinte forma: recolha de US$500 mil dólares e doamos o dinheiro para a missão de resgate privada mais eficaz do Mediterrâneo, a Migrant Offshore Aid Station (MOAS), que já salvou 7 mil pessoas em 2015. Também apoiamos uma organização local que ajuda crianças refugiadas desacompanhadas. Na Grécia, membros da Avaaz se prontificaram a ajudar as crianças e se tornaram voluntários pela causa; montamos uma Rede de Voluntários Europeus para Refugiados. Mais de 1.600 membros da Avaaz já estão ajudando em programas em todo o continente; Também fizemos pressão – 450 mil membros da Avaaz na União Europeia pediram medidas urgentes em uma petição entregue a todos os chefes de Estado e ao Comissário europeu em matéria de migração. Agora, um acordo foi selado: a União Europeia triplicou o orçamento de busca e resgate no Mediterrâneo e vai oferecer abrigo a mais de 50 mil pessoas que fogem de guerras. É o primeiro passo, mas a magnitude desta crise humanitária nos obriga a continuar pressionando líderes para aumentar as rotas seguras para a Europa – é a melhor maneira de ajudar famílias desesperadas e deter o tráfico ilegal.
B) Organizamos uma carta de grandes economistas para Merkel contra a austeridade grega
Quando os gregos disseram “não” no referendo sobre mais medidas de austeridade e a União Europeia ameaçou chutar a Grécia para fora da zona do euro, a Avaaz coordenou uma carta aberta à Merkel escrita por cinco dos principais economistas do mundo atual, incluindo Thomas Piketty e Jeffrey Sachs. Anexada a uma petição da Avaaz com 530 mil assinaturas na Europa, a carta foi parar em todos os jornais da Alemanha e deu a volta ao mundo. Ela teve um impacto tão forte que, a pedido do Ministro das Finanças da Alemanha, seu economista-chefe escreveu uma resposta em um jornal de grande circulação do país. O debate está acirrado e vamos continuar levando adiante ações para mudar o ponto de vista econômico vigente na Alemanha, país com a maior possibilidade de libertar a Grécia de uma austeridade ainda mais fracassada e esmagadora.
C) Fizemos a Benetton indemnizar as vítimas do desastre de Rana Plaza em Bangladesh.
Após 2 anos meramente recusando a indenização, fizemos a Benetton voltar atrás: Promovemos e entregamos à Benetton uma petição com um milhão de assinaturas; Fizemos uma enorme tempestade nas redes sociais e, quando nossos posts foram ocultados, republicamos tudo mais uma vez; Colocamos placas na porta da sede da Benetton por dias até que a polícia veio,Envolvemos líderes influentes em conversas diretas com o CEO da Benetton; Emitimos um grande apelo aos funcionários da Benetton por meio de anúncios direcionados no Facebook; por fim, participamos de negociações pessoais e construtivas com executivos da empresa.
A Benetton respondeu apoiando o esquema de compensação e até agradeceu a Avaaz pelo “papel importante e positivo no processo”! Agora que o esquema está totalmente financiado, os trabalhadores e suas famílias receberão pagamento integral das indenizações. Esta história de sucesso pode vir a trazer mais direitos para trabalhadores em todos os lugares.
D) Arrecadamos US$ 2,6 milhões para as vítimas do terremoto no Nepal.
Os fundos arrecadados estão agora sendo investidos na reconstrução de escolas e instalações médicas cruciais nas regiões mais atingidas, trazendo esperança para inúmeras pessoas.
E) Ajudamos a pressionar os poluidores mundiais do G7 a abandonar os combustíveis fósseis para sempre.
Após décadas poluindo e resistindo à adoção da única solução viável – uma mudança total para a energia limpa – o G7 definiu uma meta de longo prazo para abandonar de vez o uso de combustíveis fósseis. Nossa comunidade tem pressionado por essa meta há dois anos, da seguinte forma: encabeçando a Marcha do Clima no ano passado, com 700 mil pessoas nas ruas; promovendo uma petição com 2,7 milhões de assinaturas por energia 100% limpa, que foi entregue a dezenas de políticos; coordenando dezenas de passeatas, lobby de alto escalão, pesquisas de opinião e campanhas publicitárias em todo o mundo, tudo financiado por nossa comunidade; fizemos três meses de campanha direcionada ao G7, mas especialmente focada em Angela Merkel, chanceler alemã, para colocar o assunto na pauta e firmar uma meta.
F) Doamos mais de US$ 2,5 milhões para deter o ebola e estamos quase vencendo.
Esta doença monstruosa – que ameaçava o mundo inteiro – poderia ter matado milhões. Mas todos se uniram para deter a epidemia, sendo que recentemente a Libéria foi declarada livre do ebola! O que fizemos? Recolha de verbas, voluntários (mais de 4 mil membros) a ajudar na contenção.
G) Pressionamos o Barclays a desinvestir em uma empresa de defesa israelense.
Depois do horrível ataque à Gaza no verão passado, a Avaaz lançou a maior campanha mundial de desinvestimento já vista, pedindo a grandes empresas para cortar os laços com operações e empresas que exercem a ocupação ilegal e promovem a repressão dos palestinos. O arcebispo Desmond Tutu e o comediante Russell Brand se juntaram ao nosso apelo e outros grupos pediram ao banco que desse uma resposta. Em seguida, a equipe da Avaaz reuniu-se com o Barclays para explicar a importância do desinvestimento na Elbit, uma empresa bélica. Recebemos informações que o Barclays já não tem nenhuma ação da Elbit Systems, nem qualquer título, nem possui ações em nome de clientes. O Barclays também confirmou que não recomenda ações da Elbit Systems para clientes em nenhuma plataforma de negociação. Vitória!
Ainda estamos pressionando para fazer com que outras empresas que financiam a ocupação da Palestina parem o investimento e respeitem o direito internacional.

