A 7ª edição do FESTLIP – Festival Internacional de Teatro da Língua Portuguesa acontece na cidade do Rio de Janeiro, dos dias 26 de Agosto a 06 de Setembro de 2015, comemorando os 450 anos da cidade.
No dia 01 de Setembro, no “Oi Futuro Flamengo”, às 10H, o escritor português Hugo Cruz vai fazer uma conferência e lançar o livro “Arte e Comunidade”. O livro, edição da Fundação Calouste Gulbenkian com a Direcção-Geral das Artes e a PELE. O coordenador do livro, Hugo Cruz, cofundador e director artístico da PELE e coordenador de núcleo do Teatro do Oprimido do Porto..Hugo Cruz é licenciado em Psicologia pela Universidade do Porto e pós-graduado em Teatro Social. Desde 2013, é director artístico do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.
Arte e Comunidade reúne diferentes abordagens sobre a valorização de projectos artísticos comunitários, promoção da visibilidade e criação de um espaço de reflexão sobre estas práticas. A obra assume a individualidade de pensadores provenientes de Portugal, Brasil, Argentina, Palestina e Holanda, com o intuito de consolidar o movimento clarificador sobre as artes voltadas à comunidade, como o teatro em espaço público, sem pôr em causa a coerência do livro.
Nele também se apresenta um capítulo dedicado ao Teatro do Oprimido e uma abordagem aprofundada sobre a experiência da Orquestra Geração em Portugal, baseada no método El Sistema de Simón Bolívar da Venezuela e que perspectiva a música como meio de capacitação intelectual e social das crianças.
Com cerca de 550 páginas e prefácios assinados por António Pinto Ribeiro e João Brites, a selecção dos autores e projectos neste livro procura “espelhar práticas artísticas comunitárias com maior expressão quantitativa e qualitativa e que se traduzem numa maior força, neste momento, a nível mundial.” O livro tenta assim colmatar uma lacuna grande de compilação e comparação de experiências diversas, que não se encontram registadas, organizadas e acessíveis ao público em geral. “É, neste sentido, uma obra inovadora e que segue os princípios comunitários de partilha e acesso ao conhecimento”, diz Hugo Cruz, seu coordenador.
Hugo Cruz sublinha que Portugal tem seguido uma tendência europeia que passou a definir o envolvimento da comunidade como um aspecto central na criação artística, por meio das directivas dos programas de financiamento disponíveis na área da cultura. “Esta tendência não acontece por acaso e espelha os tempos de crise que vivemos na Europa, que procura outras formas de organização. É uma orientação muito interessante e promissora, no sentido de uma visão integrada e holística de cultura, desde que não se procure atribuir à cultura funções que são iminentemente da educação e do social e que reflectem o desinvestimento nestas áreas”, ressalva Hugo Cruz. “É inegável a força que este tipo de trabalho tem ganho em Portugal nos últimos anos”, observa.


